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A SAGA DE MOISÉS POR LUCIANO DUDU

EU RECOMENDO - EXPURGO DE FLÁVIA NEVES

domingo, 20 de março de 2016

A PALAVRA DA CRUZ - INTERPRETAÇÃO ESPÍRITA








Caro leitores, diante da data que o movimento cristão, relembra o ato da crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo, resolvemos extrair um texto que eu acho muito interessante de uma lucidez imensa, de Emmanuel através da lavra de Francisco Candido Xavier.

Ele  remonta o "calvário" para os dias atuais , e nos incentiva que tenhamos bom ânimo e fé, para sabermos ter o discernimento necessário para passar pelo nossos escolhos e que busquemos no exemplo do Cristo quanto ao julgamento de nosso semelhante dos embates diários, de nossa vida cotidiana, recordemos sempre das palavras do Cristo - Daí a Cesar o que é de Cesar e daí a Deus o que é de Deus.

O apostolo Paulo após sua conversão tinha uma certeza porque Jesus o exortou para seu labor e escreveu uma carta aos Coríntios que ainda titubeavam em duvidas com relação como agir diante de represálias assim Paulo diz:

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem,mas para nós que somos salvos é o poder de Deus.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 1:18.),

Fiquem com as palavras de Emmanuel:

A PALAVRA DA CRUZ

A mensagem da cruz é dolorosa em todos os tempos.

Do Calvário desceu para o mundo uma voz, a princípio desagradável e incompreensível.

No martirológio do Mestre situavam-se todos os argumentos de negação superficialmente absoluta.

O abandono completo dos mais amados.

A sede angustiosa.

Capitulação irremediável.

Perdão espontâneo que expressava humilhação plena.

Sarcasmo e ridículo entre ladrões.

Derrota sem defensiva.

Morte infamante.

Ainda hoje, a linguagem da cruz é loucura para os que permanecem

interminavelmente no círculo de reencarnações de baixo

teor espiritual; semelhantes criaturas não pretendem senão mancomunar-

se com a morte, exterminando as mais belas florações do

sentimento.

Dominam a muitos, incapazes do próprio domínio, ajuntam

tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios escuros de paixões

obcecantes em que sucumbem, vezes sem conta, à maneira da

aranha encarcerada nas próprias teias.

Repitamos a mensagem da cruz ao irmão que se afoga na carne

e ele nos classificará à conta de loucos, mas todos nós, que

temos sido salvos de maiores quedas pelos avisos da fé renovadora,

estamos informados de que, nos supremos testemunhos, segue

o discípulo para o Mestre, quanto o Mestre subiu para o Pai, na

glória oculta da crucificação.

 Extraído da obra Fonte Viva - de Emmanuel\ F.C.XAVIER

COMENTARIOS DE LUCIANO DUDU

Em uma brilhante palestra acerca do assunto o erudito Historiador Leandro Karnal, comenta sobre o fundamentalismo no campo religioso.

Já que o homem adquiriu conhecimento para discernir o que é o bem o mal, e podemos considerar a religião um terreno em si neutro, ela pode SERVIR de qualquer tipo de coisa nas mãos dos homens, ela pode se prestar a coisa boas, ou ruins, dependendo da intenção da criatura humana.

A religião não é um campo fechado, e sim um campo polissêmico, com a religião o homem pode se fazer absolutamente tudo que ele quiser, desde provocar movimentos de Guerras, ou fazer Levantes de movimento Pacifistas como realizado por Mahatma Gandhi , que afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa). Conclui-se que o Homem pode fomentar a religião para o bem ou para o mal, e ele deixa bem claro em seu discurso que a violência na atualidade não é a falta de religião, mas por questões de consciência espiritual de cada criatura engajada em determinados movimentos religiosos, que denominaremos como FUNDAMENTALISTAS, RADICAIS.

O JUSTO E A JUSTIÇA POLÍTICA - A CONDENAÇÃO DO CRISTO





Caro leitor, Neste material extraído da Fundação Casa de Rui Barbosa, sugiro que conheça o site: www.casaruibarbosa.gov.br


Rui Barbosa, remonta seu discurso ao tempo do Cristo, buscando de uma forma imparcial dos fatos e fazendo considerações interessantes, no que tange ao julgamento equivocado do Cristo, fazendo alusão a um Estado degenerado invadido pela politica, as massas de manobras que vivem a mercê de um governo tirano. Tudo que é dito por ele não é desconhecido de nenhum cristão, mas a forma que ele remonta a história , a ação, os fatos e o com encerramento no julgamento, nos convida a uma reflexão, sobre diversas situações e atitudes que colaboram para um ato infame como foi o julgamento do Cristo, qual a intenção dos Tiranos na época, o Temor de César, a representação de Caifas na condição de sacerdote judaico. Apesar de sabermos que a Espiritualidade já tinha uma situação determinada dos fatos, fica uma situação para pensarmos , o comportamento humano no que tange a politica, moral, ética, julgamento, e o papel que cada um dos personagens assumido no ato da crucificação de Jesus - O Cristo

Nosso objetivo com esse material é que postagens futuras será trazido em nosso blog Contador de Historia , sobre Fundamentalismo Religioso, Teocracia e Estado Laico, e assuntos afins.

Boa leitura e reflexão.

LUCIANO DUDU




"PARA OS QUE VIVEMOS A PREGAR À REPÚBLICA O CULTO DA JUSTIÇA como o supremo elemento preservativo do regímen, a história da paixão, que hoje se consuma, é como que a interferência do testemunho de Deus no nosso curso de educação constitucional.

O quadro da ruína moral daquele mundo parece condensar-se no espetáculo da sua justiça, degenerada,invadida pela política, joguete da multidão, escrava de César.

Por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz. Aos olhos dos seus julgadores refulgiu sucessivamente a inocência divina, e nenhum ousou estender-lhe a proteção
da toga. Não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados.
Grande era, entretanto, nas tradições hebraicas, a noção da divindade do papel da magistratura.

Ensinavam elas que uma sentença contrária à verdade afastava do seio de Israel a presença do Senhor, mas que, sentenciando com inteireza, quando fosse apenas
por uma hora, obrava o juiz como se criasse o universo, porquanto era na função de julgar que tinha a sua habitação entre os israelitas a majestade divina. Tão pouco valem,
porém, leis e livros sagrados, quando o homem lhes perde o sentimento, que exatamente no processo do justo por excelência, daquele em cuja memória todas as gerações até hoje adoram por excelência o justo, não houve no código de Israel norma, que escapasse à prevaricação dos seus magistrados.
No julgamento instituído contra Jesus, desde a prisão, uma hora talvez antes da meia-noite de quinta-feira, tudo quanto se fez até ao primeiro alvorecer da sexta-feira subseqüente, foi tumultuário, extrajudicial, a atentatório dos preceitos hebraicos.

A terceira fase, a inquirição perante o sinedrim, foi o primeiro simulacro de forma judicial, o primeiro ato judicatório, que apresentou alguma aparência de legalidade, porque ao menos se praticou de dia.

Desde então, por um exemplo que desafia a eternidade, recebeu a maior das consagrações o dogma jurídico, tão facilmente violado pelos despotismos, que faz da santidade das formas a garantia essencial da santidade do direito.
O próprio Cristo delas não quis prescindir. Sem autoridade judicial o interroga Anás, transgredindo as regras assim na competência, como na maneira de inquirir; e a resignação de Jesus ao martírio não se resigna a justificar-se fora da lei: "Tenho falado publicamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo, a que afluem todos os judeus, e nunca disse nada às ocultas. Por que me interrogas? Inquire dos que ouviam o que lhes falei: esses sabem o que eu lhes houver dito". Era apelo às instituições hebraicas, que não admitiam tribunais singulares, nem testemunhas singulares. O acusado tinha jus ao julgamento coletivo, e sem pluralidade nos depoimentos criminadores não poderia haver condenação. O apostolado de Jesus era ao povo. Se a sua prédica incorria em crime, deviam pulular os testemunhos diretos. Esse era o terreno jurídico. Mas, porque o filho de Deus chamou a ele os seus juízes, logo o esbofetearam. Era insolência responder assim ao pontífice. Sic respondes pontifici? Sim, revidou Cristo, firmando-se no ponto de vista legal: "se mal falei, traze o testemunho do mal; se bem, por que me bates?"
Anás, desorientado, remete o preso a Caifás. Este era o sumo sacerdote do ano. Mas, ainda assim, não não tinha a jurisdição, que era privativa do conselho supremo.

Perante este já muito antes descobrira o genro de Anás a sua perversidade política, aconselhando a morte a Jesus, para salvar a nação. Cabe-lhe agora levar a efeito a sua própria malignidade, "cujo o resultado foi a perdição do povo, que ele figurava salvar, e a salvação do mundo, em que jamais pensou".
A ilegalidade do julgamento noturno, que o direito judaico não admitia nem nos litígios civis, agrava-se então com o escândalo das testemunhas falsas, aliciadas pelo próprio juiz, que, na jurisprudência daquele povo, era especialmente instituído como o primeiro protetor do réu. Mas, por mais falsos testemunhos que promovessem, lhe não acharam a culpa, que buscavam. Jesus calava. Jesus autem tacebat.

Vão perder os juízes prevaricadores a segunda partida, quando a astúcia do sumo sacerdote lhes sugere o meio de abrir os lábios divinos do acusado. Adjura-o Caifás em nome de Deus vivo, a cuja invocação o filho não podia resistir.

E diante da verdade, provocada, intimada, obrigada a se confessar, aquele, que a não renegara, vê-se declarar culpado de crime capital: Reus est mortis. "Blasfemou! Que necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia". Ao que clamaram os circunstantes: "É réu de morte".
Repontava a manhã, quando a sua primeira claridade se congrega o sinedrim.

Era o plenário que se ia celebrar. Reunira-se o conselho inteiro. In universo concilio, diz Marcos. Deste modo se dava a primeira satisfação às garantias judiciais. Com o raiar do dia se observava a condição da publicidade.

Com a deliberação da assembléia judicial, o requisito da competência. Era essa a ocasião jurídica. Esses eram os juízes legais. Mas juízes, que tinham comprado testemunhas contra o réu, não podiam representar senão uma infame hipocrisia da justiça.

Estavam mancomunados, para condenar, deixando ao mundo o exemplo, tantas vezes depois imitado até hoje, desses tribunais, que se conchavam de véspera nas trevas, para simular mais tarde, na assentada pública, a figura oficial do julgamento.
Saía Cristo, pois, naturalmente condenado pela terceira vez. Mas o sinedrim não tinha o jus sanguinis, não podia pronunciar a pena de morte. Era uma espécie de júri, cujo veredictum, porém, antes opinião jurídica do que julgado, não obrigava os juízes romanos. Pilatos estava, portanto, de mãos livres, para condenar, ou absolver. "Que acusação trazeis contra este homem?" Assim fala por sua boca a justiça do povo, cuja sabedoria jurídica ainda hoje rege a terra civilizada.

"Se não fosse um malfeitor, não to teríamos trazido", foi a insolente resposta dos algozes togados. Pilatos, não querendo ser executor num processo, de que não conhecera, pretende evitar a dificuldade, entregando-lhes a vítima: "Tomai-o, e julgai-o segundo a vossa lei". Mas, replicam os judeus, bem sabes que "nos não é lícito dar a morte a ninguém". O fim é a morte, e sem a morte não se contenta a depravada justiça dos perseguidores.
Aqui já o libelo se trocou.

Não é mais de blasfêmia contra a lei sagrada que se trata, senão de atentado contra a lei política. Jesus já não é o impostor que se inculca filho de Deus: é o conspirador, que se coroa rei da Judéia. A resposta de Cristo frustra ainda uma vez, porém, a manha dos caluniadores. Seu reino não era deste mundo. Não ameaçava, pois, a segurança das instituições nacionais, nem a estabilidade da conquista romana. "Ao mundo vim", diz ele, "para dar testemunho da verdade. Todo aquele que for da verdade, há de escutar a minha voz". A verdade? Mas "que é a verdade"? pergunta definindo-se o cinismo de Pilatos. Não cria na verdade; mas a da inocência de Cristo penetrava irresistivelmente até o fundo sinistro dessas almas, onde reina o poder absoluto das trevas. "Não acho delito a este homem", disse o procurador romano, saindo outra vez ao meio dos judeus.
Devia estar salvo o inocente. Não estava. A opinião pública faz questão da sua vítima. Jesus tinha agitado o povo, não ali só, no território de Pilatos, mas desde Galiléia.

Ora acontecia achar-se presente em Jerusalém o tetrarca da Galiléia, Heródes Antipas, com quem estava de relações cortadas o governador da Judéia. Excelente ocasião, para Pilatos, de lhe reaver a amizade, pondo-se, ao mesmo tempo, de boa avença com a multidão inflamada pelos príncipes dos sacerdotes. Galiléia era o forum originis do Nazareno. Pilatos envia o réu a Heródes, lisonjeando-lhe com essa homenagem a vaidade.

Desde aquele dia um e outro se fizeram amigos, de inimigos que eram. Et facti sunt amici Herodes et Pilatus in ipsa die; nam antea inimici erant ad invicem. Assim se reconciliam os tiranos sobre os despojos da justiça.

Mas Herodes também não encontra, por onde condenar a Jesus, e o mártir volta sem sentença de Herodes a Pilatos que reitera ao povo o testemunho da intemerata pureza do justo.

Era a terceira vez que a magistratura romana a proclamava. Nullam causam invenio in homine isto ex his, in quibus eum accusatis. O clamor da turba recrudesce. Mas Pilatos não se desdiz. Da sua boca irrompe a quarta defesa de Jesus: "Que mal fez ele? Quid enim mali fecit iste?" Cresce o conflito, acastelam-se as ondas populares.

Então o procônsul lhes pergunta ainda: "Crucificareis o vosso rei?" A resposta da multidão em grita foi o raio, que desarmou as evasivas de Herodes: "Não conhecemos outro rei, senão César". A esta palavra o espectro de Tibério se ergueu no fundo da alma do governador da província romana. O monstro de Cáprea, traído, consumido pela febre, crivado de úlceras, gafado da lepra, entretinha em atrocidades os seus últimos dias. Traí-lo era perder-se. Incorrer perante ele na simples suspeita de infidelidade era morrer. O escravo de César, apavorado, cedeu, lavando as mãos em presença do povo: "Sou inocente do sangue deste justo".
E entregou-o aos crucificadores. Eis como procede a justiça, que se não compromete. A história premiou dignamente esse modelo da suprema cobardia na justiça. Foi justamente sobre a cabeça do pusilânime que recaiu antes de tudo em perpétua infâmia o sangue do justo.
De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pela facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica. Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder. Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se, lavando as mãos do sangue, que vão derramar, do atentado, que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz cobarde."


Sexta-feira, 31 de março de 1899.
RUI BARBOSA: O justo e a justiça política





























































































































































































































sábado, 13 de setembro de 2014

A POLÊMICA SOBRE A CONCEPÇÃO DE JESUS DE NAZARÉ







Amigo leitor, é com muita satisfação que retomamos nossas atividades como blogueiro, e para reinaugurar nossos estudos sobre a historicidade das religiões, vamos tratar de assuntos no que tange ao Cristianismo Primitivo, e Judaísmo.
Os estudos começaram com base em colóquios com minha Irmã em Cristo, a escritora Flávia Neves, e acompanhando um belo trabalho realizado pelo Professor Severino Celestino.

Eu Sempre tive muitas indagações sobre o Velho Testamento e no Novo Testamento.
A postagem de hoje, será um marco para nosso blog, Contador de História, falando sobre a Concepção de Jesus, e fazendo uma viagem pela bíblia sagrada de Jerusalém, e conhecendo um pouco sobre os costumes Judeus, contemporâneo a Vida de Jesus – O Cristo.

Diante dos estudos que venho realizando, cheguei em uma conclusão assertiva.
Para conhecermos o Cristianismo Redivivo, precisamos conhecer como foi o Cristianismo Primitivo, e me arrisco a dizer que precisamos conhecer um pouco de Judaísmo, para entender a proposta do Meigo Rabi da Galileia – Jesus, O Cristo, que nasceu entre o Povo Judeu, por razões claras: a maioria de nós  temos conhecimentos superficiais, e a cada estudo buscarei trazer a lume e o entendimento de lacunas que ficaram pela História das religiões acerca do Cristianismo. Eu sempre me questionei porque o povo  Judeu, foi mais uma vez o Povo Eleito para receber esse Espírito Crístico que marcou toda nossa história religiosa?

O artigo não tem  a pretensão de ensinar alguém, mas dar uma contribuição para os estudos de nossos seguidores e futuros seguidores do blog Contador de História.


Em uma obra chamada o Livro dos Espíritos, que segundo o Codificador da Obra, ela é composta de perguntas que foram formuladas no século XIX, aos Espíritos Venerandos. Encontraremos nesta obra a questão 625.


625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

Resposta: “Jesus.”

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava. Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado-lhes falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens. (1)

De uma forma despretensiosa, vamos discorrer a partir deste artigo sobre alguns assuntos que são tratados como “delicados” a respeito de Jesus e do Cristianismo são eles: a concepção de Jesus, a família de Jesus e sobre Cristianismo Primitivo.
 A concepção de Jesus


Eu creio que tudo que é criado por Deus é regido por Leis denominadas Leis Divinas, e vamos além que para cada Ação tem uma Reação, e que não existe Efeito sem Causa.
Em estudos sobre as Leis Divinas, concluímos que: Foram criadas por um Ser Perfeito, Soberanamente Justo e Bom, Onipresente, consequentemente suas Leis são perfeitas e imutáveis. As Leis Divinas, são imutáveis, pois se estivessem sujeito a mudanças, como as Leis humanas, elas não seriam criadas por um ser Perfeito. “Destarte se estivessem sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teria” (L.E questão: 13) (2)

Muito se questiona sobre a natureza da concepção de Jesus, e acredito que o comentário acima endossa, motivo pela qual defendemos a hipótese 
que ele nasceu através de uma concepção natural, conforme as Leis da Natureza. Porém o que difere é que Ele , é  um Espírito Crístico que não possuí nenhuma prova a ser resgata, e veio em missão para trazer a Boa Nova, esperada há séculos, pelo povo Judeu, porém não foi compreendido, como não é até nos dias de hoje.


Dos fatos históricos acerca do assunto Concepção de Jesus:


1-Seculo III – 325 DC, Concilio de Nicéia:






Criação da Doutrina Trinitária - A Trindade ou Santíssima Trindade, professa Deus único preconizado em três pessoas distintas: O PAI, O FILHO E O ESPIRITO SANTO, para os seus defensores, é um dogma central de fé, considerado um mistério, algo que não tem explicação, pois Mistérios "não se questiona", simplesmente  os aceitam.



Severino Celestino, em sua obra, “O Evangelho e o Cristianismo Primitivo” no capítulo III, intitulado Jesus é Deus?

Ele discorre com propriedade acerca do assunto e utiliza algumas passagens evangélicas que nos trazem o lado cientifico, e a analise da lógica e da razão sobre a ideia da Doutrina Trinitária.

João 1:18:


Ninguém jamais viu a Deus, o Filho unigênito, que está no seio do Pai este o deu a conhecer.


E comenta que com base nos evangelhos, Jesus nunca falou que era Deus, pelo contrário, ele sempre demonstrou ser alguém que seguia Deus e o colocava muito acima dele, e menciona Deuteronômio 6:4, conhecido pelos Judeus como “SHEMA ISRAEL” - OUVE OH! ISRAEL. IAHVEH É NOSSO ELOHIM, IAHVEH É ÚNICO. Esta passagem do Velho Testamento já deixa evidenciado que Deus é único, derrubando assim a questão da TRINDADE, criada nos concílios. Por isso não podemos confundir Jesus com Deus,

Mt 24:36 e Marcos 13:32:

“Daquele dia e da hora, ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas só o Pai”
Mt 26:39:

“Meu Pai, se é possível, afasta de mim, este cálice. Contudo não seja feito como eu quero, e sim como tu queres”.

Lucas 23:46

“Pai em tuas mãos entrego o meu espirito”





2 - No século XIX- precisamente em 1890 -Foi publicado O livro Obras Póstumas,após a morte de Allan Kardec. A obra além de trazer sua biografia, foi inserido artigos do mestre Lionês, ainda não publicados. Na página 121, da Obra ele refuta de uma forma elegante a questão irracional da Trindade.

“A questão da natureza do Cristo foi debatida desde os primeiros séculos do Cristianismo e pode-se dizer que ainda não se acha solucionada, pois que continua a ser objeto de discussão. Foi a divergência das opiniões sobre este ponto que deu origem à maioria das seitas que dividiram a Igreja há dezoito séculos, sendo de notar-se que todos os chefes dessas seitas foram bispos ou membros titulados do clero. Eram, por conseguinte, homens esclarecidos, muitos deles escritores de talento, abalizados na ciência teológica, que não achavam concludentes as razões invocadas a favor do dogma da divindade do Cristo. Entretanto, como hoje, as opiniões se firmaram mais sobre abstrações do que sobre fatos. Sobretudo, o que se procurou foi saber o que o dogma continha de plausível, ou de irracional, deixando-se, geralmente de um lado e de outro, de assinalar os fatos capazes de lançar sobre a questão uma luz decisiva”.(3)



3-   Ainda no século XIX contemporâneo a Allan Kardec, surge uma Obra Semicatólica “paralela” a Doutrina dos Espíritos, a Obra denominada Os quatros evangelhos de Roustaing. A obra é detentora de um teor prolixa, fantasiosa, fragmentada, sem base racionais e logicas, tenho uma abordagem muito assimilada com a Doutrina Trinitária e o Docetismo do século II, DC.
O equivocado Autor de tal obra, tem como umas de suas teses um assunto delicado, dando uma conotação esdruxula à concepção de Jesus, afirmando que ele tinha apenas um “Corpo Fluídico”. Deixam evidenciada na obra que tudo na vida de humana de Jesus foi apenas aparente, mas se passou em condições tais que para os homens, houve ilusão, assim como para Maria, e José, devendo todos acreditar na sua humanidade. Os temas abordados na obra possuem uma concepção de pensamento com articulações defeituosas e sofísticas e toda obra se baseia em falsos pressupostos, sendo portanto destituída da mais elementar substancia lógica, uma pura ficção.

O Autor Nazareno Tourino em sua obra “Tolices e Pieguices de Roustaing” aborda que:
A realidade histórica, no entanto, é que os Quatro evangelhos produzido pelo J. B. Roustaing com mensagem psicografadas de “uma só médium”, Èmille Collignon, surgiram em nosso meio ideológico como uma cisma e não como obra complementar a de Allan Kardec.
Os modernos Docetista que se dizem Espíritas, buscam encobrir o fato porque isso lhes convém, pois apenas assim poderão sobreviver entre nós como companheiros da crença Espirita, disfarçando as tendências católicas. (3.1)

Amigo Leitor, com base em nossos estudos, chegamos em uma analise conclusiva acerca da 
Trindade.É possível que muitos estudiosos fazem confusão colocando Jesus na condição de Deus encarnado. Ao fazer uma viagem na historicidade das Religiões, e das crenças primitivas, e  levarmos em consideração como os evangelhos cristãos, foram traduzidos, e como foram apregoados dos primórdios até os dias atuais, existe uma grande possibilidade de encontrarmos sérios engôdos no arcabouço do seio doutrinário.

doutrina da Trindade, é um fato baste intrigante e delicado de ser tratado.
As suposições acima vai com base em vários fatos históricos, como a história dos COPISTAS da bíblia, e suas diversas traduções ao longo dos séculos.
E como somos ainda seres humanos dotados de grandes imperfeições morais, muitos personagens importantes com grandes missões nos movimentos religiosos cristãos, entendendo de forma equivocada alguns assuntos, podem ter adulterado alguns dogmas da religião cristã.

  


Apos os fatos já expostos, levantamos o seguinte questionamento: Será que por que,  Jesus não teria família, ( Pais e irmãos)? Levando em consideração a questão da cultura de como era  entendimento da formação da família judaíca?

Levantamos a seguinte hipótese, será que para ter o respaldo da ideia dele ser o Deus ENCARNADO,ele na condição de  UM SER DIVINO, ele não poderia ter família, e tão menos origem genética?
Em breve abordaremos em nosso blog sobre a Família de Jesus de Nazaré.

Para a elaboração deste simples artigo, foi realizado um estudo com base em diversas pesquisas,de diferente linhas de pensadores.

Que ao costurarmos as ideias de todos, é muito racional crer na concepção de Jesus, por meio natural, sendo filho de Maria e José, e levando em conta ainda os costumes judaicos da época.

Eu proponho uma reflexão do amigo leitor,  acerca do material apresentado.

Se analisarmos os fatos, desprovidos de quaisquer pré-conceitos, facilitará  abrir nossos horizontes, e estarmos próximos de uma VERDADE QUE LIBERTA, (LIBERTA DA IGNORÂNCIA), somos a favor de uma Fé raciocinada, com bom senso, e não abrindo mão, de analise dos dados históricos confiáveis da época.
Assim poderemos ter um entendimento adequado, de como possivelmente, era regido a família judaica há dois mil anos atrás.

Em uma obra codificada por Allan Kardec intitulada a Gênese no Cap. XV item 65 relata:

65. - A estada de Jesus na Terra apresenta dois períodos: o que o precedeu e o que se seguiu à sua morte. No primeiro, desde o momento da concepção até o nascimento, tudo se passa, pelo que respeita à sua mãe, como nas condições ordinárias da vida. Desde o seu nascimento até a sua morte, tudo, em seus atos, na sua linguagem e nas diversas circunstâncias da sua vida, revela os caracteres inequívocos da corporeidade

Em respaldo ao que foi dito por Allan Kardec , encontramos em uma das profecias do V. T. sobre como reconhecer o Messias.

O Messias teria a aparência de um homem ordinário [Isaías 53:2b, Filipenses 2:7-8]

Diante dos fatos expostos acima, poderíamos encerrar por aqui a questão relacionado ao seu nascimento, mas vamos abordar, outros assuntos vinculados desde as profecias deixadas no passar da história do povo Hebreu, até falarmos de seu nascimento. O objetivo desse estudo é para começarmos entender um pouco do Cristianismo Primitivo, como tudo  possivelmente aconteceu.



Segundo o livro denominado TANAKH, lembrando as grandes divisões dos escritos sagrados da Bíblia hebraica que são os (Ketuvim). Livros da Lei (ou Torá) os livros dos profetas (ou Nevi'im), e os chamados escritos, a Tradição Cristã, faz uma divisão entre o antigo testamento e reordena os livros pelas categorias seguintes categorias:

· Lei, História, Poesia (conhecido como livro de sabedoria) e Profecias. 

O Messias nasceria de uma Virgem (Isaias7:14) (4)

Este assunto, torna-se um tanto delicado de se tratar, pois algumas correntes religiosas acham que ao questionarmos esse versículo, estaríamos caindo em Heresia, ao estudar o lado cientifico e racional , qualquer indivíduo seria visto como “herético”. 

Assim eu proponho um estudo racional, e tentar fazer uma avaliação histórica dos Evangelhos, sem uma visão literal do texto, de onde surgiram as indagações: acerca da passagem Isaias 7:14

Celestino, Severino, 2014; comenta:

Sabemos que quem busca respostas racionais, sobre questões religiosas, não se pode aceitar o maravilhoso e o sobrenatural. Nem se pode cientificamente quantificar princípios como fé, sentimento religioso, e nem se pode aceitar dogmas como bases cientificas (5)

Encontraremos na Bíblia de Jerusalém na Gênesis 1:28 (6)

Deus os abençoou e lhes disse: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra.

O artigo não tenho a pretensão de fazer proselitismo acerca do assunto abordado, porém acreditamos que muitos leem a Bíblia Sagrada apenas com o teor da Letra, e utilizam da fé cega para interpretação dos versículos, e não buscam analisar por um nível mais Espiritual dos ensinamentos.

Celestino, Severino, 2014; comenta:

“A história nos tem mostrado que houve uma tendência por parte dos concílios e dos patrísticos, na consolidação da igreja, em produzir MARIA, como sendo considerada virgem espiritual e fisicamente.” (7)

Ao estudar alguns artigos sobre os costumes judaicos, no que tange o papel da mulher dentro da família judaica, seria quase inadmissível a concepção virginal. Deixando claro alegoria e poesia em tal profecia de Isaías.

Segundo Jeremias Joaquim; em Jerusalém no tempo de Jesus pag. 485-489:
Os deveres de esposa, consistiam em atender as necessidades, do Lar. Cozinhar, Lavar, moer, amamentar os filhos, fiar, tecer, arrumar a cama do marido, preparar o banho. Ela era obrigada a obedecer o marido como seu Senhor, essa obediência vinha revestida de poder religioso. A falta de filhos era vista como desonra ou castigo Divino. Já o fato de ter filhos, principalmente homens dava importância para mulher. Sendo uma mãe valorosa. (8)
Èmille Morin, em seu livro Jesus e a Estrutura de seu tempo, pág. 56, discorre da cultura judaica:

Sob o aspecto religioso, a mulher não era igual ao homem. Estava sujeita a todas as proibições da Lei, a todo rigor, da legislação civil e penal, e mesmo, à pena de morte.

Elas, não eram obrigadas a aprender a Lei:” Aquele que ensina a Lei à sua filha, ensina-lhe devassidão. Alguns mestres julgavam que era preferível queimar a Torá que ensina-la às mulheres. (9)


Segundo Besen, 2005, p. 117 

Na atualidade existem Doutrinas religiosas que  professam ainda que Maria foi concebida sem pecado, concebeu virginalmente, manteve-se virgem após o parto e foi elevada aos céus em corpo e alma no momento de sua morte. É a primeira ressuscitada por Cristo, em virtude de sua maternidade divina. (10)

(Moro Fernanda Carmargo,2004 apud Celestino, Severino,2014 p. 95)

A relação da virgindade com qualquer forma religiosa é sempre problemática. É preciso lembrar que, através da história, os mitos se sucedem e que o herói sempre nasce de uma virgem, de pai desconhecido, geralmente um deus. Com os estudos genéticos de hoje levados a tal desempenho e evolução todos os dogmas religiosos, precisam ser urgentemente revistos para que as crenças não caiam num descrédito total. (11)

A virgindade material é questionável e secundaria, pois existem na humanidade pessoas que possuem virgindade material dotado das maiores aberrações espirituais e morais. A igreja criou que o sexo é algo impuro, que foi incluso dentro dos concílios, adentrando em outras questões como celibato, etc. É necessário analisar os fatos primeiramente pelo lado cientifico, depois pelas questões espirituais e da racionalidade e do bom senso.





É de conhecimento de todos que estudam a História do povo Hebreu, temos como referência a Obra de Flávio Josefo, onde fica evidente que jamais houve solicitação de celibato pelo contrário, eles primavam pela multiplicação de sua linhagem conforme gênesis 1:28, e todos descendentes de Jesus foram casados, onde apresentaremos a arvore Genealógica de José:


Diante de tamanha rigidez das Leis judaicas da época do Cristo, se por alguma hipótese Maria realmente tivesse engravidado da forma que aborda a crença  da concepção virginal, e tal fato não fosse atestado e aprovado pelos Doutores da Leis (fariseus), ou até mesmo pela comunidade onde viviam, vocês concordam que  José e Maria,possivelmente estariam em sérios problemas? Ou não?

Dos parcos conhecimentos que temos da Torah, no aspecto do seu cumprimento, no sentido Literal, e possivelmente José, sofreria um emparedamento moral  diante de tal situação, pelos costumes culturais machista e ortodoxos,e, caso ele não a repudiasse Maria “Ráka”, ele possivelmente sofreria os rigores da Lei Judaica, conjuntamente com Maria a Virgem, e na aplicabilidade da Lei, a pena poderia chegar até  ao apedrejamento de ambos.

Ráka, um símbolo de desprezo, ou seja quando alguém em Israel, está descontente com seu próximo, geralmente esta pessoa é chamada de ráka ou Rára".


Èmille Morin, em seu livro Jesus e a Estrutura de seu tempo pag. 59 refere-se sobre o Repúdio diante da lei judaica:


O direito de repudiar, era quase que exclusivamente, do marido; Dt 24:1 Se qualquer coisa de vergonhoso for imputada a mulher, Shammai interpretava isso assim por mau procedimento, “adultério”, cujo ponto de vista devia prevalecer, no tempo de Jesus. Logo não importava muito o motivo: esterilidade, um prato mal cozido, o encontro de uma mulher mais agradável. Uma declaração como esta:

- Você não é mais minha mulher”, era suficiente, para o divórcio. (12)

Encontraremos então na bíblia de Jerusalém em Mateus I (Genealogia de Jesus)



1 Genealogia de Jesus — 1 Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: 2Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacó, Jacó gerou Judá e seus irmãos, 3Judán gerou Farés e Zara, de Tamar, Farés gerou Esrom, Esrom gerou Aram, 4Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmon, 5Salmon gerou Booz, de Raab, Booz gerou Jobed, de Rute, Jobed gerou Jessé, 6 gerou o rei Davi. Davige rou Salomão, daquela que foi mulher de Urias, 7Salomão6 gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa, 8Asa gerou Josafá, Josafá gerou Jorão, Jorão gerou Ozias, 9 Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias, 10Ezequias gerou Manassés, Manassés gerou Amon. Amon gerou Josias, 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos por ocasião do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobabel, 13Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor, 14Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud, 15Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matã, Matã gerou Jacó, 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus chamado Cristo.17.Portanto, o total das gerações é: de Abraão até Davi, quatorze gerações; de Davi até o exílio na Babilônia, quatorze gerações; e do exílio na Babilônia até Cristo, quatorze gerações. (13)

Eu solicito ao Amigo Leitor uma atenção especial a  profecia de Samuel logo abaixo:

O Messias seria descendente de Davi [2 Samuel 7:12-13; [1 Crônicas 17:11 (14)

Ao analisar Isaias 7:14, encontraremos uma possível contradição na Tese , sobre a condição virginal de Maria, outra profecia sobre que trata que: “O Messias teria a linhagem de Davi”, e como fica essa situação de entendimento dúbio?

Destarte não existe nada de anormal no fato de Maria ter sido mãe da forma natural, e José ser o Pai de Jesus. Todavia isso jamais iria macular a Evolução Espiritual de Maria,que é de conhecimento de todos, e muito menos, desmerecer a Grandiosidade de Joshua.

Para nós Cristão é líquido e certo que ele é o MESSIAS, enviado pelo Criador.
E ainda aproveito o ensejo para levantar um questionamento ao Amigo Leitor:
- Porque José, o Pai de Jesus, é um personagem coadjuvante na vida de Jesus? Se partimos do princípio, do que conhecemos da história dos costumes Judaícos, o "varão" na condição de "Marido" era o arrimo da família, e possivelmente teria uma grande representatividade na vida de Jesus, inclusive o ensinou o labor de Carpinteiro, em recentes descobertas arqueológicas e históricas, existe um divisor de águas, ao tratar do oficio de José, que ensinara seu fiho Jesus, a carpintaria, e como Jesus pode ter comportado diante deste oficio, e como era sua preocupação com o povo Judeu, que vivia sobre o Julgo dos Romanos.

Voltando a figura de seu Pai, infelizmente o José que muitos conhecem é tratado na bíblia sagrada, como um homem velho, e que aceitará ser esposo de uma virgem que engravidará milagrosamente do enviado de Deus.
Esse questionamento que faço, deixa pairando no Ar, a tese que sumiram com o personagem José na História do Cristo, porque Jesus era Deus Encarnado, e assim ele não poderia ter um Pai terreno, e seria filho "Direto de Deus", sem origem genética. Fato que a ciência atual jamais aceitaria, pois foge das Leis Naturais.


(Duquense J. Maria,2005 apud Celestino, Severino,2014 p. 95)

Os capítulos dos Evangelhos, consagrados ao nascimento são considerados pela maioria dos especialistas como textos poéticos ou de teologia. Não de história. (15)


No próximo artigo irei tratar sobre a família de Jesus, com dados que mostram que ele possuía irmãos e irmãs. A
companhe, nossos estudos sobre o Cristianismo Primitivo.



Boa leitura e reflexão, e em breve retornarmos, continue nos acompanhando em nossas descobertas. 

Luciano Dudu


Referências Bibliográficas:


1- Kardec, Allan, O livro dos Espiritos,2013, Editora FEB

2- Kardec, Allan, O livro dos Espiritos,2013, Editora FEB

3- Ribeiro Guillon, Obras Póstumas, 2013, Editora FEB
31 -Tourino Nazareno, As tolices e pieguices da Obra de Roustaing, 1999, Ed. Correio Fraterno.
4- Bíblia Sagrada, de Jerusalém

5- Silva, Severino Celestino da, O Evangelho e o Cristianismo Primitivo/ 2014, ed. Ideia.

6- Bíblia Sagrada, de Jerusalém

7- Silva, Severino Celestino da, O Evangelho e o Cristianismo Primitivo/ 2014, ed. Ideia.

8- Jeremias Joaquim; Jerusalém no tempo de Jesus, ed. Paulina 1983

9- Morin Èmile, Jesus e a estrutura do seu tempo, ed. Paulina 1982

10- BESEN, José Artulino. O universo Religioso: as grandes religiões e tendências religiosas atuais. São Paulo: Mundo e Missão. 2005.

11- Silva, Severino Celestino da, O Evangelho e o Cristianismo Primitivo/ 2014, ed. Ideia.

12- Morin Èmile, Jesus e a estrutura do seu tempo, ed. Paulina 1982

13- Bíblia Sagrada, de Jerusalém

14- Bíblia Sagrada, de Jerusalém

15- Silva, Severino Celestino da, O Evangelho e o Cristianismo Primitivo/ 2014, ed. Ideia

16- Imagem: Google.

terça-feira, 9 de julho de 2013

PALAVRAS DE UM MERO BRASILEIRO










Eu tenho acompanhado muitas postagens nas redes sociais, e percebo que a “Onda” agora é falar do “Plebiscito”, muitos defendem com garras e dentes a ideia proposta pela Sra. Presidenta.
E pasmem muitos defensores da ideia possuem um alto grau de escolaridade, e usam como artifício para defenderem o Governo atual, uma ideia utópica de “Um Governo que preocupa com o lado social”.
Será que os ditos benefícios sociais, que vem acontecendo nesses últimos anos não é apenas a aplicação de uma PROPOSTA DE ESMOLA ELEITOREIRA?
Perante a ALTA CARGA TRIBUTÁRIA que pagamos, o brasileiro merece muito mais que as migalhas oferecidas pelo Governo, eu trabalho na área contábil desde que me entendo por gente e sei do que eu estou falando.
A especialista Misabel Derzi comenta em um artigo:

“(...)A carga tributária brasileira não é baixa, mas é similar à de países desenvolvidos. O problema é que é mal distribuída.“Precisamos ter intervenções para que seja distribuída com mais justiça, poisos mais pobres suportam peso maior desta carga do que a classe média alta e os muito ricos porque incidem tributos onerosos àquilo que é essencial à vida,como alimentos, remédios, vestuários. Quanto menor o salário mais a pessoa consome sua remuneração com estes itens básicos. A situação tributária do Brasil é uma espécie de castigo para os cidadãos, mas é o paraíso para os governos. A arrecadação não para de crescer. Bate recorde a cada mês.”


- Daí eu pergunto onde vai parar esse dinheiro, em um país que falta educação, saúde de péssima qualidade,e outras coisas mais?
Eu convido aos amigos a buscarem em suas memórias os fatos de escândalos políticos que ocorreram nos últimos tempos, independe de partido político envolvido, então vamos lá:
-Pensa?
- Pensa mais um pouco eu espero!
- Recordou??
- Analisa comigo:
Será que o dito cujo “PLEBISCITO”, não seria apenas uma Proposta Eleitoreira do Governo, para desviar o FOCO dos verdadeiros motivos da insatisfação dos brasileiros?

Já repararam que no decorrer da história do Brasil, toda vez que o brasileiro resolveu manifestar sua insatisfação com aqueles que “o representa”, o Governo mostra sempre receio e temor, diante dos protestos, mas isso é há primeira instante, pois quando a poeira abaixa o Governo percebe que foram apenas manifestos entusiastas, e que não vai virar em nada, porque o brasileiro tem fama de ter a memória curta e esquecer tudo muito rápido?


Diante das atuais manifestações era comum ouvirmos por noticiários a população dizer “Vocês não nos representa”.
Caro Amigo, não adianta virmos com esse bla bla bla que “Você não me representa”,porque se eles estão lá, foram escolhidos pela maioria de nós, por isso que a escolha é feita por um meio de eleição democrática.

Não sou Doutor em nada e muito menos especialista, eu sou um mero brasileiro, mas ao estudar um pouco sobre nossa história eu percebo que nestes últimos 500 anos de Brasil, nós fomos educados,baseado numa cultura estranha, de sermos passivos a tudo, e engolirmos goela abaixo tudo que é oferecido para nós brasileiro, (tudo na base da mendicância),mesmo pagando uma alta carga tributária. Eu acredito que além da base cultural esse modo estranho de ver a vida está muito vinculado com a educação religiosa que recebemos.


Fomos criados para “ser bonzinho e resignado”, e de acordo com a crença que cada um professa essa tal resignação diante das provas e dificuldades, trará méritos futuros,numa vida pós- morte seja no NOSSO LAR, NO CÉU, NO PARAÍSO.


Mas não esqueçamos que ser BOM não é ser OTÁRIO, e que precisamos ter discernimento das coisas. Não devemos acreditar em tudo que ouvimos, precisamos discernir, analisar para tomar as melhores decisões nas escolhas assertivas.

Atualmente o Brasil foi tomado por uma série de manifestos, dizendo que o GIGANTE ACORDOU, é muito bom vermos um povo que realmente vem mostrando vontade de melhoria de uma forma coletiva, estamos caminhando bem. Mas você lembra quando eu disse que formos criados para ser bonzinhos e acreditar nos outros que nos prometem mundos e fundos?

Depois dos protestos a representante do povo brasileiro foi na TV fazer um discurso ARROTANDO SANTIDADE, BONDADE E UMA FALSA PREOCUPAÇÃO COM O POVO BRASILEIRO, e parece que acabou tapeando grande parte dos eleitores com promessas sem pé nem cabeça.

Meus amigos sejamos mais coerentes, e sensatos no que acreditamos e no que vemos de "propostas eleitoreiras". Eu noto comentários de pessoas com grandes formações acadêmicas, defendo ideias ridículas e prolixas proposta por um Governo Federal que não tem a mínima dó e nem piedade do Brasileiro e que isso vem acontecendo há séculos .


Se a dita representante do POVO, tivesse tanta preocupação conosco desde o inicio do seu mandato, não tinha “comungado com essa corrupção hedionda” , e deslavada que vemos todos os dias acontecer nesse País,agora vem querer fazer moralismo transformando corrupção como crime hediondo,dizendo não a PEC 37, porque o povo reclamou? Será que antes isso não era preocupação para a líder do Povo e de seu legislativo? Defender os interesses da nação?

Agora como vamos acreditar numa proposta que vai tramitar na mão de pessoas que hoje não confiamos mais? Sendo que poucos meses atrás houve sérias condenações de crimes relacionados ao mensaleiros, tais criminosos foram classificados pelo Ministério Público Federal, como membros de uma quadrilha, uma sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude”.

Lembrou?Refrescamos nossas memórias agora? E a ainda acredita na proposta do Plebiscito?
Nesse momento eu acabei de recordar de um livro do Saramago “Ensaio sobre a cegueira”, parece que estamos vivendo isso atualmente,mas devemos tomar cuidado porque CEGO QUE GUIA CEGO, CAI NO BURACO. 

LUCIANO DUDU - um mero brasileiro.

terça-feira, 27 de março de 2012

EXPURGO - AS NUANCES DA JUSTIÇA DIVINA






Amigo leitor, eu recomendo a leitura do Livro: Expurgo, da escritora Mineira Flávia Neves.
Uma ficção que nos remete a uma viagem ao passado, nos convidando a reflexões a cerca de temas históricos interessantes, e evidenciando como procede a Lei da Justiça Divina e a Lei de Ação e Reação.

O Blog Contador de História recebeu uma cortesia da Escritora Flávia Neves, de 05 exemplares de sua obra. Será realizado um sorteio para os leitores do blog... Aguardem em breve será publicado os requisitos para sorteio desta maravilhosa obra EXPURGO.



Sinopse e comentário de um Leitor do livro Expurgo:

"O Bispo Pierre Cauchon, juiz inquisidor da infanta Joana D'Arc, se envereda ao encontro de Judas Iscariotes. Dois conspiradores , responsáveis pelo trágico fim terreno de indivíduos de intenções dignificantes; dois seres que desvendam a real motivação de Jesus, O Cristo, ao nos advertir;

"Não julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem." Evangelho de Mateus.




"A quem a espiritualidade permitiria julgar Judas Iscariotes reencarnado noutro corpo, vivendo outra vida? 
Quem se atreveria a ser o algoz do afamado "pseudo-traidor" de Cristo? 
Ao ler, ouça, e te atente ao que ELES haverão de revelar! 
Um político brasileiro sofre um atentado. Em coma, recebe uma visita inusitada. 
A seu encontro, em espírito, vem o Bispo francês Pierre Cauchon, inquisidor da infanta santificada, Joana D' Arc... Cauchon narrará ao enfermo as circunstâncias de seu "encontro", outrora, com Judas Iscariotes. 
O enredo singrará tempo e espaço, em sucedidos épicos, norteadores do trajeto humano rumo ao infeliz e sarcástico desleixe de uns com os outros, enquanto espécie.
 O quê, de tão grave, ELES querem evitar? Por quem essas entidades estariam em regresso à Terra?
Informações pessoais "Cinco estrelas: Original, ousado, instrutivo, edificante, marcante!
Expurgo é uma obra fundamental a noviços e brâmanes, gregos e tibetanos, clérigos e troianos. Com intrepidez, as palavras (os verbos) saem da zona de conforto e resgatam a consciência do leitor da fumaça que mana da ignorância e da iniquidade dos antepassados, comumente encobrindo a historicidade e obscurecendo nossas crenças.
A autora não tenta levar o leitor ao mundo espiritual e sim - hábil e inspiradamente - trazer esse mundo para dentro da demarcada percepção humana.
Esse íngreme e complexo transporte é realizado através uma narrativa pulsante, visiva, táctil, inteligível, sinfônica e verossímil, talvez, em detalhes, somente comparável a J. J. Benitez,
 Expurgo é uma pedra preciosa que esplende na literatura espiritualista 
(pois eu não teria a veleidade de limitar sua luz à biblioteca espírita)."


Fernando Marquete - Leitor


Adquira a obra pelo endereço logo abaixo:


http://www.diadeler.com.br/products/Expurgo.html





domingo, 18 de março de 2012

O PRECURSOR DA REFORMA PROTESTANTE - J WYCLIFFE ( CORRIGIDO)

J. WYCLIFFE


Amigo leitor, começaremos a partir desta postagem a abordar alguns fatos que culminaram na REFORMA , estendemos o convite a você para ler e fazer uma reflexão acerca do assunto.
Narraremos fatos relacionados as grandes renovações religiosas que o Cristianismo sofrera no decorrer da história, denominada REFORMA PROTESTANTE.

Encontraremos em uma obra do Autor EMMANUEL que retrata sobre a HISTÓRIA DA HUMANIDADE, intitulada “A Caminho da Luz”. 
O capítulo de nome “pobreza intelectual”, onde ele narra os fatos históricos e religiosos do século XII e as mudanças que sucedera no século XIII.
Emmanuel afirma:

 (...) estava definitivamente instalado o governo real, desaparecendo as mais fortes expressões do feudalismo.
 Cada região europeia tratava de concatenar todos os elementos precisos à organização de sua unidade política, mas a verdade é que os meios escassos de instrução não permitiam uma existência intelectual mais avançada.
Os Estados que se levantavam, organizavam as suas construções à sombra da Igreja, que tinha interesse em não dilatar os domínios da educação individual, receosa de interpretações que não fossem propriamente dela.
Os pergaminhos custavam verdadeiras fortunas e o livro era dificilmente encontrado.
Até o século XII as escolas estavam circunscritas ao ambiente dos mosteiros, onde muitos padres se ocupavam de avivar a letra dos manuscritos mais antigos, produzindo outros para a posteridade.
 A Ciência, cuja linha ascensional guarda o seu ponto de princípio na curiosidade ou na dúvida, bem como a Filosofia, que se constitui das mais altas indagações espirituais, estavam totalmente escravizadas à Teologia, então senhora absoluta de todas as atividades do homem, com poderes de vida e morte sobre as criaturas, considerando-se os direitos absurdos do Tribunal da Inquisição, depois do século XIII, quando, sob a inspiração do Alto, já se haviam fundado universidades importantes como as de Paris e de Bolonha, que serviram de modelo às de Oxford, Coimbra e Salamanca.


Surgira então o RENASCIMENTO



Há esse tempo opera-se um verdadeiro renascimento na vida intelectual dos povos mais evolvidos do mundo europeu.
 A universidade se constituía de quatro faculdades - Teologia, Medicina, Direito e Artes - reunindo milhares de inteligências ávidas de ensino, que seriam os grandes elementos de preparação do porvir.
Rogério Bacon, franciscano inglês, notável por seus estudos e iniciativas, é um dos pontos culminantes dessa renascença espiritual. A Igreja, contudo, proibindo o exame e a livre opinião, prejudicou esse surto evolutivo, máxime no capítulo da Medicina, que, desprezando a observação atenta de todos os fatos, se entregou à magia, com sérios prejuízos para as coletividades.
Favorecida pela necessidade dos panoramas imponentes do culto externo da religião e pela fortuna particular, a Arquitetura foi a mais cultivada de todas as artes em vista das grandes e numerosas construções então em voga.
Com a influência indireta dos Guias espirituais dos vários agrupamentos de povos, consolidam-se as expressões linguísticas de cada país, formando-se as grandes tradições literárias de cada região.

 Comentários de Luciano Dudu.






(...)No período que sucede os fatos narrados por Emmanuel, nos meados do século XII e no século XIII citaremos alguns fatos como as obras de Marsílio de Pádua (1280-1343) que de certa forma  atacava a autoridade secular do Papado e, valendo-se do pensamento aristotélico, rejeitavam a doutrina da supremacia do poder papal, defendendo um modelo de Estado natural baseado na lei e na finalidade de servir ao homem em sociedade.
Algum tempo depois, João Wycliffe (1324-1384),um grande  professor de Teologia em Oxford, em sua obra, censurava os tributos cobrados pela Igreja, a posse de bens por parte dos religiosos e o poder do clero.
(...) J. Wycliffe nascera na Grã Bretanha, em um condado de nome Yorkshire,ele foi  uma figura impar no campo da filosofia, teologia e considerado por alguns estudiosos o precursor da reforma Protestante.


Em suas obras ela se posicionava claramente contra alguns preceitos e dogmas da religião católica, e a postura hierárquica dentro da igreja.


(...) Na obra "On Divine Dominion” e em 1376 “On civil dominion”, ele declarava que todos somos “inquilinos” de Deus, e que todo o poder e domínio pertencia a Ele, que por hora o cedia a alguns homens, hora justos, hora injustos.
 Porém afirmava que aos injustos não deveria pertencer o poder, seja civil, seja eclesiástico.


Mediante todo o trabalho que desempenhava, desde a época que se torna doutor pela faculdade de Oxford, e com suas criticas maciças, perante a igreja, ele acabou tornando-se uma PERSONA NON GRATA, perante Roma e sendo ex-comungado.


(...) Roma com isso expediu várias bulas papais em 1377 ordenando o silenciar destes ensinamentos.
Como resposta, Wycliffe aprofundou suas críticas à organização e aos ensinos da Igreja Romana. Abaixo os principais ensinamentos de João:


• Rejeição aos dogmas centrais do catolicismo que não estivessem explícitos na Bíblia, pois para ele, ela deveria ser à base de todo ensinamento;
• Condenou a ideia da transubstanciação;
• Negou o poder sacramental do sacerdócio, afirmando que cada homem possui direito e deve ter relações diretas com Deus;
• Negou a eficácia da missa, afirmando que a estrutura sacramental da igreja impedia a verdadeira adoração;
• Negou a Confissão auricular e a Veneração de Imagens;
• Negou o purgatório e o celibato clerical;
• Iniciou, ainda em vida, uma tradução da Bíblia para o inglês, que foi concluída por seus discípulos após a morte;


Em 1381 ocorreu na Inglaterra uma revolta dos camponeses. A Igreja Romana, a fim de achar erro em João, acusou-o de contribuir para a revolta.


 Em 1382 foi morar em sua paróquia, em Lutter Worth, onde morreu em 1384.


(...)Os seguidores de Wycliffe foram chamados Lollardos. Por levar esta mensagem foram perseguidos e praticamente todos exterminados até o século XV.
Sua obra influenciou João Huss, e que criou uma corrente denominado Hussitas, e sua mensagem prevaleceu até a reforma luterana.
Diante dos fatos históricos acima, consideramos Wycliffe, deixamos evidenciados que  ele foi um dos precursores da Reforma Protestante, e vamos além, dando ele a devida importância como um desbravador de ideais religiosos, solidificando seu trabalho para que em séculos vindouros iria abrir caminhos para que MARTINHO LUTERO, trouxesse a lume a REFORMA PROTESTANTE, mesmo diante de tantos percalços .


Não poderemos deixar de citar que na história das religiões, vamos encontrar dois personagens importantes que receberam a influência  de sua  grande da obra, O Sr. Jerônimo de Praga, e J. Huss.


Este último acabou escrevendo suas teses embasadas nos ensinos filosóficos e teológicos de Wycliffe.


Joao Huss foi um seguidor de Wycliffe, buscou espelhar sua conduta e sua forma de ver as questões teológicas da época em que ele vivera.


(...) Embora a terra de Wycliffe ficasse longe da Boêmia, sua influência se espalhou depois que o rei Ricardo II da Inglaterra casou-se com Ana, irmã do rei da Boêmia.
Ana abriu caminho para que os habitantes da Boêmia fossem estudar na Inglaterra. Assim, os escritos reformistas de Wycliffe começaram, lentamente, a se espalhar pela Boêmia.
Os estudiosos da vida de Huss são categóricos em afirmar que toda sua obra teve como base nos materiais deixados por  Wycliffe (1333-1384).


O objetivo desta postagem,é mostrar um pouco da vida de Wycliffe, e dar todo crédito  que ele merece, como precursor da reforma protestante, pois acreditamos que tais fatos históricos são de conhecimento de uma minoria.


Não temos a intenção de desmerecer o trabalho de J Huss, mas mostrar que ele é um discípulo de Wycliffe, deixando evidente que ele tem como herança teológica , filosófica, cultura e espiritual das obras de seu Mestre Wycliffe.


A partir desta postagem daremos segmentos a estudos históricos e religiosos, acerca das mudanças do Cristianismo, até os fatos culminaram na REFORMA PROTESTANTE.
Convidamos ao fiel leitor para que acompanhe nossos artigos, que tem como objetivo elucidar  muitos fatos acerca do tema REFORMA PROTESTANTE.


LUCIANO DUDU

Fonte: A caminho da Luz - Emmanuel/ F. C. Xavier - FEB
Artigo: Concílios Ecmênios Medievais - José Rivair Macedo
Artigo : O cristão e a universalidade-Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Imagem: Google








terça-feira, 3 de janeiro de 2012

INQUISIÇÃO – A SANTA GRELHA DE NOSSAS FALTAS







 Caro Amigo Leitor, é com muita satisfação que iniciamos este ano de 2012, com novas postagens em nosso blog CONTADOR DE HISTORIA, com um marco importante.
Tivemos a honra de ser agraciado com a presença da celebre escritora Flávia Neves, que nos trouxe com exclusividade um artigo marcante.
A escritora é detentora de um grande conhecimento da história da humanidade e da ciência das religiões.
Aproveitamos o ensejo para apresentar está escritora, inovadora, inteligente, com um senso crítico aguçado e muito racional.
Traremos a lume alguns fatos de sua biografia:

"A autora possui um gosto nato pela História e Ciências da Religião se enveredando por análise da historicidade humana, através do conhecimento do passado antigo das civilizações e de seus efeitos, busca nos mitos, místicos e humanos, as características das personalidades atemporais que fizeram, a cada um, a seu modo, diferenças no mundo que continuam ecoando até nós". Fonte retirada de seu site
Ela é Escritora de um romance histórico muito interessante e que eu recomendo a leitura de nome EXPURGO.

Fiquem agora com o brilhante artigo da escritora, que aborda sobre a Inquisição.
A cada instante ela nos convida a reflexão dos fatos acontecidos e deixa claro seu posicionamento diante do assunto de quem são as vitimas e quem são os algozes.
Boa leitura e reflexão 
Luciano Dudu.

Artigo escrito por Flávia Neves 
Escritora do livro Expurgo



Discorrer sobre as trevas que percorrem períodos históricos beira em muito ao exaustivo repeteco de personagens e datas. 
Procurando avolumar informações para melhor tratar a temática da Inquisição, esbarrei numa reca imensa de exposições pessoais a despeito DOS MALES DA INQUISIÇÃO, DA IRRACIONALIDADE DA IGREJA CATÓLICA, DA CRUEZA HUMANA DE CIDADÃOS COMUNS EM SE APONTAR SEMELHANTES USANDO DO "PSEUDO SANTO OFÍCIO" PARA LIVRAREM-SE OU SIMPLESMENTE SE VINGAREM DE DESAFETOS, LI SOBRE A COAÇÃO DE PADRES À MULHERES, AFIM DE BARGANHAREM A SALVAÇÃO DO CORPO E DA ALMA EM TROCA DE ATOS LIBIDINOSOS, EU LI SOBRE A DEVASSIDÃO, SOBRE AS VARIADAS E MIRABOLANTES FORMAS DE TORTURA, E O GENOCÍDIO QUE ENEGRECEU O MUNDO OCIDENTAL NO PERÍODO DE DURABILIDADE DE TAL SANDICE, E O QUANTO ESSE COMPORTAMENTO, COMPLETAMENTE ANTI-CRISTÃO PORTANTO FOI LITERALMENTE PERMITIDO, INSTRUMENTO QUE ERA NÃO APENAS DOS PARTÍCIPES DA IGREJA, MAS, DAS COMUNIDADES, QUANDO NO INTERESSE DE DEFENDEREM OU ALCANÇAREM OBJETIVOS ESCUSOS. 
Analisemos por partes. 
O que foi a Inquisição? 
Não, ela não foi "uma invenção católica para se reprimir deuses pagãos, ou a deusa mãe, a fim de estabelecer o controle da fé cristã. Foi não.
 A Inquisição foi a maneira CONVENCIONAL HUMANA DE SE IMPOR PRETENSAS IDEOLOGIAS às massas. 
Jesus Cristo foi uma inovação em seu tempo; resultado: MARTÍRIO E CRUZ NELE! Os primeiros cristãos representavam ameaça aos dominantes do mundo (romanos), arena de leões famintos e demais torpores a ELES(legalmente endossados pelo Estado, e aplaudido pelos sacerdotes das divindades de outrora). 
Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano o pau comeu também! A moeda trocou de mãos, mas, o valor, digo, a desvalorização da vida humana perpetuou-se; houve, é fato, a inversão de poder, porém, com o mesmo mal uso pelas autoridades de então, e a inconsequência do atentado à liberdade de crença de cada qual a longo prazo. 
As razões da Inquisição? Cristianizar? Sabemos que, se a princípio deva ter sido a estúpida maneira encontrada pelos representantes da cristandade para divulgar o credo cristão, a verdade é que não passou de uma coação torpe que, naturalmente, como qualquer semente ruim, não haveria de dar bons frutos; o que prosperou da Inquisição foi única e exclusivamente o reconhecimento emérito e indiscutível da capacitação do homem para avacalhar consigo mesmo enquanto espécie, inda que para tanto, levianamente escorado nas divindades, naquilo que nos é sagrado; nada mais.
A Igreja Católica não presta, é podre em razão disso? Façam-nos o favor de não macularem nosso raciocínio! Digo isso por ter lido muito sobre a Inquisição em textos explicitamente desmoralizantes à Igreja Católica, voltados à "conversão" ao "verdadeiro cristianismo"...
Observemos aí o repeteco grotesco da coisa toda! Daqui a pouco haverão "batinas surradas, católicos enforcados em terços e rosários e jogados em micro-ondas"! 
Não é por aí; instituir a recriminação, o jugo, a intolerância, e a indisposição em se aceitar o vertente de pensamento do outro, não jogará água nas fogueiras das quais não restam quiçá cinzas! Oxalá tivessem os mártires da inquisição conseguido levar para o fogo justamente a causa una das torturas por eles sofridas! 
Destroçaram tantos corpos, vidas e destinos...E não conseguiram inda assim sensibilizarem o espírito coletivo...Mea culpa, tua culpa, nossa máxima culpa!
É possível que nós cristãos, UNIFICADOS NUM SÓ SENHOR, independente da maneira de serví-lo, quem sabe seja possível a nós, cristãos de hoje, espíritos já escolados e esfolados, erguer uma imensa grelha para incinerar nossa própria ignorância, nossa imaturidade e a prepotência de nos considerarmos conclaves de uma verdade que só a D'us pertence!?! 
Afinal nada há que seja 100% positivo ou negativo; nada há no mundo, se bem analisarmos nossa trajetória, nada há que não tenha sido consequência dos atos que, se não praticamos, deixamos que fossem praticados contra nossos semelhantes.
Não há o que se falar sobre a inquisição que já não esteja enfarosamente exposto..
Tenhamos sim, respeito para com as vítimas e, uma mega misericórdia com os que, voluntária, consciente ou inconscientemente, dela participaram na malfadada condição de algozes.
 Há filmes diversos, documentários, há compêndios públicos que identificam as encenações dantescas, de se aguçar a inveja dos produtores, diretores e atores de filmes atualíssimos tais como "JOGOS MORTAIS, dentre outros", sem que eu precise transcorrer sobre cada uma e, a verdade é que vez ou outra precisamos nos chocar com nosso passado para quem sabe, aspirarmos e trabalharmos em prol de um futuro que enfim se mostre, de fato e com razão, mais esclarecido, evoluído e digno dos verdadeiros, dos autênticos seguidores dos preceitos divinos, norteados, a mim e meus fraternos em crença, pela sabedoria atemporal e incorruptível de NOSSO BEM AMADO MESTRE, JESUS, O CRISTO!


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Imagem: cedida por Flávia Neves