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A SAGA DE MOISÉS POR LUCIANO DUDU

EU RECOMENDO - EXPURGO DE FLÁVIA NEVES

terça-feira, 27 de março de 2012

EXPURGO - AS NUANCES DA JUSTIÇA DIVINA






Amigo leitor, eu recomendo a leitura do Livro: Expurgo, da escritora Mineira Flávia Neves.
Uma ficção que nos remete a uma viagem ao passado, nos convidando a reflexões a cerca de temas históricos interessantes, e evidenciando como procede a Lei da Justiça Divina e a Lei de Ação e Reação.

O Blog Contador de História recebeu uma cortesia da Escritora Flávia Neves, de 05 exemplares de sua obra. Será realizado um sorteio para os leitores do blog... Aguardem em breve será publicado os requisitos para sorteio desta maravilhosa obra EXPURGO.



Sinopse e comentário de um Leitor do livro Expurgo:

"O Bispo Pierre Cauchon, juiz inquisidor da infanta Joana D'Arc, se envereda ao encontro de Judas Iscariotes. Dois conspiradores , responsáveis pelo trágico fim terreno de indivíduos de intenções dignificantes; dois seres que desvendam a real motivação de Jesus, O Cristo, ao nos advertir;

"Não julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem." Evangelho de Mateus.




"A quem a espiritualidade permitiria julgar Judas Iscariotes reencarnado noutro corpo, vivendo outra vida? 
Quem se atreveria a ser o algoz do afamado "pseudo-traidor" de Cristo? 
Ao ler, ouça, e te atente ao que ELES haverão de revelar! 
Um político brasileiro sofre um atentado. Em coma, recebe uma visita inusitada. 
A seu encontro, em espírito, vem o Bispo francês Pierre Cauchon, inquisidor da infanta santificada, Joana D' Arc... Cauchon narrará ao enfermo as circunstâncias de seu "encontro", outrora, com Judas Iscariotes. 
O enredo singrará tempo e espaço, em sucedidos épicos, norteadores do trajeto humano rumo ao infeliz e sarcástico desleixe de uns com os outros, enquanto espécie.
 O quê, de tão grave, ELES querem evitar? Por quem essas entidades estariam em regresso à Terra?
Informações pessoais "Cinco estrelas: Original, ousado, instrutivo, edificante, marcante!
Expurgo é uma obra fundamental a noviços e brâmanes, gregos e tibetanos, clérigos e troianos. Com intrepidez, as palavras (os verbos) saem da zona de conforto e resgatam a consciência do leitor da fumaça que mana da ignorância e da iniquidade dos antepassados, comumente encobrindo a historicidade e obscurecendo nossas crenças.
A autora não tenta levar o leitor ao mundo espiritual e sim - hábil e inspiradamente - trazer esse mundo para dentro da demarcada percepção humana.
Esse íngreme e complexo transporte é realizado através uma narrativa pulsante, visiva, táctil, inteligível, sinfônica e verossímil, talvez, em detalhes, somente comparável a J. J. Benitez,
 Expurgo é uma pedra preciosa que esplende na literatura espiritualista 
(pois eu não teria a veleidade de limitar sua luz à biblioteca espírita)."


Fernando Marquete - Leitor


Adquira a obra pelo endereço logo abaixo:


http://www.diadeler.com.br/products/Expurgo.html





domingo, 18 de março de 2012

O PRECURSOR DA REFORMA PROTESTANTE - J WYCLIFFE ( CORRIGIDO)

J. WYCLIFFE


Amigo leitor, começaremos a partir desta postagem a abordar alguns fatos que culminaram na REFORMA , estendemos o convite a você para ler e fazer uma reflexão acerca do assunto.
Narraremos fatos relacionados as grandes renovações religiosas que o Cristianismo sofrera no decorrer da história, denominada REFORMA PROTESTANTE.

Encontraremos em uma obra do Autor EMMANUEL que retrata sobre a HISTÓRIA DA HUMANIDADE, intitulada “A Caminho da Luz”. 
O capítulo de nome “pobreza intelectual”, onde ele narra os fatos históricos e religiosos do século XII e as mudanças que sucedera no século XIII.
Emmanuel afirma:

 (...) estava definitivamente instalado o governo real, desaparecendo as mais fortes expressões do feudalismo.
 Cada região europeia tratava de concatenar todos os elementos precisos à organização de sua unidade política, mas a verdade é que os meios escassos de instrução não permitiam uma existência intelectual mais avançada.
Os Estados que se levantavam, organizavam as suas construções à sombra da Igreja, que tinha interesse em não dilatar os domínios da educação individual, receosa de interpretações que não fossem propriamente dela.
Os pergaminhos custavam verdadeiras fortunas e o livro era dificilmente encontrado.
Até o século XII as escolas estavam circunscritas ao ambiente dos mosteiros, onde muitos padres se ocupavam de avivar a letra dos manuscritos mais antigos, produzindo outros para a posteridade.
 A Ciência, cuja linha ascensional guarda o seu ponto de princípio na curiosidade ou na dúvida, bem como a Filosofia, que se constitui das mais altas indagações espirituais, estavam totalmente escravizadas à Teologia, então senhora absoluta de todas as atividades do homem, com poderes de vida e morte sobre as criaturas, considerando-se os direitos absurdos do Tribunal da Inquisição, depois do século XIII, quando, sob a inspiração do Alto, já se haviam fundado universidades importantes como as de Paris e de Bolonha, que serviram de modelo às de Oxford, Coimbra e Salamanca.


Surgira então o RENASCIMENTO



Há esse tempo opera-se um verdadeiro renascimento na vida intelectual dos povos mais evolvidos do mundo europeu.
 A universidade se constituía de quatro faculdades - Teologia, Medicina, Direito e Artes - reunindo milhares de inteligências ávidas de ensino, que seriam os grandes elementos de preparação do porvir.
Rogério Bacon, franciscano inglês, notável por seus estudos e iniciativas, é um dos pontos culminantes dessa renascença espiritual. A Igreja, contudo, proibindo o exame e a livre opinião, prejudicou esse surto evolutivo, máxime no capítulo da Medicina, que, desprezando a observação atenta de todos os fatos, se entregou à magia, com sérios prejuízos para as coletividades.
Favorecida pela necessidade dos panoramas imponentes do culto externo da religião e pela fortuna particular, a Arquitetura foi a mais cultivada de todas as artes em vista das grandes e numerosas construções então em voga.
Com a influência indireta dos Guias espirituais dos vários agrupamentos de povos, consolidam-se as expressões linguísticas de cada país, formando-se as grandes tradições literárias de cada região.

 Comentários de Luciano Dudu.






(...)No período que sucede os fatos narrados por Emmanuel, nos meados do século XII e no século XIII citaremos alguns fatos como as obras de Marsílio de Pádua (1280-1343) que de certa forma  atacava a autoridade secular do Papado e, valendo-se do pensamento aristotélico, rejeitavam a doutrina da supremacia do poder papal, defendendo um modelo de Estado natural baseado na lei e na finalidade de servir ao homem em sociedade.
Algum tempo depois, João Wycliffe (1324-1384),um grande  professor de Teologia em Oxford, em sua obra, censurava os tributos cobrados pela Igreja, a posse de bens por parte dos religiosos e o poder do clero.
(...) J. Wycliffe nascera na Grã Bretanha, em um condado de nome Yorkshire,ele foi  uma figura impar no campo da filosofia, teologia e considerado por alguns estudiosos o precursor da reforma Protestante.


Em suas obras ela se posicionava claramente contra alguns preceitos e dogmas da religião católica, e a postura hierárquica dentro da igreja.


(...) Na obra "On Divine Dominion” e em 1376 “On civil dominion”, ele declarava que todos somos “inquilinos” de Deus, e que todo o poder e domínio pertencia a Ele, que por hora o cedia a alguns homens, hora justos, hora injustos.
 Porém afirmava que aos injustos não deveria pertencer o poder, seja civil, seja eclesiástico.


Mediante todo o trabalho que desempenhava, desde a época que se torna doutor pela faculdade de Oxford, e com suas criticas maciças, perante a igreja, ele acabou tornando-se uma PERSONA NON GRATA, perante Roma e sendo ex-comungado.


(...) Roma com isso expediu várias bulas papais em 1377 ordenando o silenciar destes ensinamentos.
Como resposta, Wycliffe aprofundou suas críticas à organização e aos ensinos da Igreja Romana. Abaixo os principais ensinamentos de João:


• Rejeição aos dogmas centrais do catolicismo que não estivessem explícitos na Bíblia, pois para ele, ela deveria ser à base de todo ensinamento;
• Condenou a ideia da transubstanciação;
• Negou o poder sacramental do sacerdócio, afirmando que cada homem possui direito e deve ter relações diretas com Deus;
• Negou a eficácia da missa, afirmando que a estrutura sacramental da igreja impedia a verdadeira adoração;
• Negou a Confissão auricular e a Veneração de Imagens;
• Negou o purgatório e o celibato clerical;
• Iniciou, ainda em vida, uma tradução da Bíblia para o inglês, que foi concluída por seus discípulos após a morte;


Em 1381 ocorreu na Inglaterra uma revolta dos camponeses. A Igreja Romana, a fim de achar erro em João, acusou-o de contribuir para a revolta.


 Em 1382 foi morar em sua paróquia, em Lutter Worth, onde morreu em 1384.


(...)Os seguidores de Wycliffe foram chamados Lollardos. Por levar esta mensagem foram perseguidos e praticamente todos exterminados até o século XV.
Sua obra influenciou João Huss, e que criou uma corrente denominado Hussitas, e sua mensagem prevaleceu até a reforma luterana.
Diante dos fatos históricos acima, consideramos Wycliffe, deixamos evidenciados que  ele foi um dos precursores da Reforma Protestante, e vamos além, dando ele a devida importância como um desbravador de ideais religiosos, solidificando seu trabalho para que em séculos vindouros iria abrir caminhos para que MARTINHO LUTERO, trouxesse a lume a REFORMA PROTESTANTE, mesmo diante de tantos percalços .


Não poderemos deixar de citar que na história das religiões, vamos encontrar dois personagens importantes que receberam a influência  de sua  grande da obra, O Sr. Jerônimo de Praga, e J. Huss.


Este último acabou escrevendo suas teses embasadas nos ensinos filosóficos e teológicos de Wycliffe.


Joao Huss foi um seguidor de Wycliffe, buscou espelhar sua conduta e sua forma de ver as questões teológicas da época em que ele vivera.


(...) Embora a terra de Wycliffe ficasse longe da Boêmia, sua influência se espalhou depois que o rei Ricardo II da Inglaterra casou-se com Ana, irmã do rei da Boêmia.
Ana abriu caminho para que os habitantes da Boêmia fossem estudar na Inglaterra. Assim, os escritos reformistas de Wycliffe começaram, lentamente, a se espalhar pela Boêmia.
Os estudiosos da vida de Huss são categóricos em afirmar que toda sua obra teve como base nos materiais deixados por  Wycliffe (1333-1384).


O objetivo desta postagem,é mostrar um pouco da vida de Wycliffe, e dar todo crédito  que ele merece, como precursor da reforma protestante, pois acreditamos que tais fatos históricos são de conhecimento de uma minoria.


Não temos a intenção de desmerecer o trabalho de J Huss, mas mostrar que ele é um discípulo de Wycliffe, deixando evidente que ele tem como herança teológica , filosófica, cultura e espiritual das obras de seu Mestre Wycliffe.


A partir desta postagem daremos segmentos a estudos históricos e religiosos, acerca das mudanças do Cristianismo, até os fatos culminaram na REFORMA PROTESTANTE.
Convidamos ao fiel leitor para que acompanhe nossos artigos, que tem como objetivo elucidar  muitos fatos acerca do tema REFORMA PROTESTANTE.


LUCIANO DUDU

Fonte: A caminho da Luz - Emmanuel/ F. C. Xavier - FEB
Artigo: Concílios Ecmênios Medievais - José Rivair Macedo
Artigo : O cristão e a universalidade-Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Imagem: Google








terça-feira, 3 de janeiro de 2012

INQUISIÇÃO – A SANTA GRELHA DE NOSSAS FALTAS







 Caro Amigo Leitor, é com muita satisfação que iniciamos este ano de 2012, com novas postagens em nosso blog CONTADOR DE HISTORIA, com um marco importante.
Tivemos a honra de ser agraciado com a presença da celebre escritora Flávia Neves, que nos trouxe com exclusividade um artigo marcante.
A escritora é detentora de um grande conhecimento da história da humanidade e da ciência das religiões.
Aproveitamos o ensejo para apresentar está escritora, inovadora, inteligente, com um senso crítico aguçado e muito racional.
Traremos a lume alguns fatos de sua biografia:

"A autora possui um gosto nato pela História e Ciências da Religião se enveredando por análise da historicidade humana, através do conhecimento do passado antigo das civilizações e de seus efeitos, busca nos mitos, místicos e humanos, as características das personalidades atemporais que fizeram, a cada um, a seu modo, diferenças no mundo que continuam ecoando até nós". Fonte retirada de seu site
Ela é Escritora de um romance histórico muito interessante e que eu recomendo a leitura de nome EXPURGO.

Fiquem agora com o brilhante artigo da escritora, que aborda sobre a Inquisição.
A cada instante ela nos convida a reflexão dos fatos acontecidos e deixa claro seu posicionamento diante do assunto de quem são as vitimas e quem são os algozes.
Boa leitura e reflexão 
Luciano Dudu.

Artigo escrito por Flávia Neves 
Escritora do livro Expurgo



Discorrer sobre as trevas que percorrem períodos históricos beira em muito ao exaustivo repeteco de personagens e datas. 
Procurando avolumar informações para melhor tratar a temática da Inquisição, esbarrei numa reca imensa de exposições pessoais a despeito DOS MALES DA INQUISIÇÃO, DA IRRACIONALIDADE DA IGREJA CATÓLICA, DA CRUEZA HUMANA DE CIDADÃOS COMUNS EM SE APONTAR SEMELHANTES USANDO DO "PSEUDO SANTO OFÍCIO" PARA LIVRAREM-SE OU SIMPLESMENTE SE VINGAREM DE DESAFETOS, LI SOBRE A COAÇÃO DE PADRES À MULHERES, AFIM DE BARGANHAREM A SALVAÇÃO DO CORPO E DA ALMA EM TROCA DE ATOS LIBIDINOSOS, EU LI SOBRE A DEVASSIDÃO, SOBRE AS VARIADAS E MIRABOLANTES FORMAS DE TORTURA, E O GENOCÍDIO QUE ENEGRECEU O MUNDO OCIDENTAL NO PERÍODO DE DURABILIDADE DE TAL SANDICE, E O QUANTO ESSE COMPORTAMENTO, COMPLETAMENTE ANTI-CRISTÃO PORTANTO FOI LITERALMENTE PERMITIDO, INSTRUMENTO QUE ERA NÃO APENAS DOS PARTÍCIPES DA IGREJA, MAS, DAS COMUNIDADES, QUANDO NO INTERESSE DE DEFENDEREM OU ALCANÇAREM OBJETIVOS ESCUSOS. 
Analisemos por partes. 
O que foi a Inquisição? 
Não, ela não foi "uma invenção católica para se reprimir deuses pagãos, ou a deusa mãe, a fim de estabelecer o controle da fé cristã. Foi não.
 A Inquisição foi a maneira CONVENCIONAL HUMANA DE SE IMPOR PRETENSAS IDEOLOGIAS às massas. 
Jesus Cristo foi uma inovação em seu tempo; resultado: MARTÍRIO E CRUZ NELE! Os primeiros cristãos representavam ameaça aos dominantes do mundo (romanos), arena de leões famintos e demais torpores a ELES(legalmente endossados pelo Estado, e aplaudido pelos sacerdotes das divindades de outrora). 
Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano o pau comeu também! A moeda trocou de mãos, mas, o valor, digo, a desvalorização da vida humana perpetuou-se; houve, é fato, a inversão de poder, porém, com o mesmo mal uso pelas autoridades de então, e a inconsequência do atentado à liberdade de crença de cada qual a longo prazo. 
As razões da Inquisição? Cristianizar? Sabemos que, se a princípio deva ter sido a estúpida maneira encontrada pelos representantes da cristandade para divulgar o credo cristão, a verdade é que não passou de uma coação torpe que, naturalmente, como qualquer semente ruim, não haveria de dar bons frutos; o que prosperou da Inquisição foi única e exclusivamente o reconhecimento emérito e indiscutível da capacitação do homem para avacalhar consigo mesmo enquanto espécie, inda que para tanto, levianamente escorado nas divindades, naquilo que nos é sagrado; nada mais.
A Igreja Católica não presta, é podre em razão disso? Façam-nos o favor de não macularem nosso raciocínio! Digo isso por ter lido muito sobre a Inquisição em textos explicitamente desmoralizantes à Igreja Católica, voltados à "conversão" ao "verdadeiro cristianismo"...
Observemos aí o repeteco grotesco da coisa toda! Daqui a pouco haverão "batinas surradas, católicos enforcados em terços e rosários e jogados em micro-ondas"! 
Não é por aí; instituir a recriminação, o jugo, a intolerância, e a indisposição em se aceitar o vertente de pensamento do outro, não jogará água nas fogueiras das quais não restam quiçá cinzas! Oxalá tivessem os mártires da inquisição conseguido levar para o fogo justamente a causa una das torturas por eles sofridas! 
Destroçaram tantos corpos, vidas e destinos...E não conseguiram inda assim sensibilizarem o espírito coletivo...Mea culpa, tua culpa, nossa máxima culpa!
É possível que nós cristãos, UNIFICADOS NUM SÓ SENHOR, independente da maneira de serví-lo, quem sabe seja possível a nós, cristãos de hoje, espíritos já escolados e esfolados, erguer uma imensa grelha para incinerar nossa própria ignorância, nossa imaturidade e a prepotência de nos considerarmos conclaves de uma verdade que só a D'us pertence!?! 
Afinal nada há que seja 100% positivo ou negativo; nada há no mundo, se bem analisarmos nossa trajetória, nada há que não tenha sido consequência dos atos que, se não praticamos, deixamos que fossem praticados contra nossos semelhantes.
Não há o que se falar sobre a inquisição que já não esteja enfarosamente exposto..
Tenhamos sim, respeito para com as vítimas e, uma mega misericórdia com os que, voluntária, consciente ou inconscientemente, dela participaram na malfadada condição de algozes.
 Há filmes diversos, documentários, há compêndios públicos que identificam as encenações dantescas, de se aguçar a inveja dos produtores, diretores e atores de filmes atualíssimos tais como "JOGOS MORTAIS, dentre outros", sem que eu precise transcorrer sobre cada uma e, a verdade é que vez ou outra precisamos nos chocar com nosso passado para quem sabe, aspirarmos e trabalharmos em prol de um futuro que enfim se mostre, de fato e com razão, mais esclarecido, evoluído e digno dos verdadeiros, dos autênticos seguidores dos preceitos divinos, norteados, a mim e meus fraternos em crença, pela sabedoria atemporal e incorruptível de NOSSO BEM AMADO MESTRE, JESUS, O CRISTO!


Visite o site : www.escritoraflavianeves.com.br.
Imagem: cedida por Flávia Neves



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O REI HENRIQUE II E SEUS DESCENDENTES


                                                               HENRIQUE II

Capitulo 6/6 

O REI HENRIQUE II E SEUS CONFLITOS FAMILIARES E AMOROSOS 


· Conflitos com a família 
O casamento com Leonor da Aquitânia, se bem que político e com um intervalo de 11 anos entre eles, foi certamente tempestuoso. 
Guilherme de Poitiers, o primeiro filho do casal nasceu poucos meses depois do casamento o que indica uma relação anterior ao matrimónio. Henrique, no entanto, concebeu cerca de dez filhos ilegítimos, alguns dos quais criados pela própria Leonor junto dos filhos de ambos.
No princípio da década de 1170, Leonor abandonou Inglaterra e estabeleceu-se na Aquitânia. Os motivos permanecem desconhecidos, mas a ligação amorosa e pública de Henrique com Rosamund Clifford, uma galesa, pode ter tido alguma influência. 
Na mesma altura, Henrique decidiu separar os seus territórios de forma a serem herdados pelos diferentes filhos. 
O resultado foi desastroso uma vez que os príncipes decidiram apropriar-se das terras antes da sua morte. 
Henrique o Jovem e Ricardo revoltaram-se contra o pai na Normandia e Anjou, com o apoio de Leonor, que não tinha apreciado as recentes intromissões de Henrique no Ducado da Aquitânia, e de Luis VII de França. 
De todos os seus filhos apenas o bastardo Geoffrey, Arcebispo de York, permaneceu do seu lado e na sua estima até ao fim. 
Em 1173 é a própria Leonor quem inicia uma rebelião contra o rei. Henrique acabou por controlar a revolta no ano seguinte e colocou-a na prisão onde permaneceu nos 15 anos seguintes. 
A relação com o filho Ricardo piorou ainda mais com a sua subida ao estatuto de herdeiro depois da morte do irmão mais velho. 
Em Julho de 1189 Ricardo, auxiliado pelo rei Filipe II de França, derrota o exército de Henrique em Chinon. 
Dois dias depois, Henrique morreu num castelo das redondezas, presumivelmente de ferimentos recebidos na batalha. Encontra-se sepultado na Abadia de Fontevraud em Anjou, França. 


· Descendência de Henrique II 


De Leonor da Aquitânia , Duquesa da Aquitânia (1 de Abril de 1122 - 31 de Março de 1204), filha de Guilherme X da Aquitânia, duque da Aquitânia (1099 - 9 de Abril de 1137) e de Leonor de Châtellerault (1103 - 1137), teve: 

· 1º-Guilherme, Conde de Poitiers (1152-1156) 

· 2º-Henrique o Jovem, herdeiro de Inglaterra (1155-1183) 
Em 1156 depois da morte do primogénito Guilherme, Conde de Poitiers ainda na infância, Henrique tornou-se herdeiro do trono de Inglaterra. Apesar de nunca ter governado sozinho, ou contar para a lista de monarcas britânicos, foi coroado em 1170 juntamente com a mulher, a princesa Margarida de França. Este passo foi uma insistência do pai que causou conflitos com a Igreja Católica, nomeadamente com Thomas Becket, então Arcebispo da Cantuária.
Em 1183 morreu de disenteria contraída no acampamento militar de um exército levantado contra o pai. Henrique II comentou na sua morte: Ele custou-me muito, mas queria que tivesse vivido para me custar mais. 
Ricardo Coração de Leão sucedeu-lhe como primeiro na linha de sucessão e viria a tornar-se rei seis anos mais tarde. 

· 3º-Matilde Plantageneta (1156-1189), 

Casou com Henrique V, Duque da Saxónia e da Baviera 

· 4º-Ricardo Coração de Leão, rei de Inglaterra (1157-1199) 
Foi educado essencialmente pela mãe e quando Leonor decidiu separar-se de Henrique II e ir viver em Poitiers no fim da década de 1170, Ricardo acompanhou-a. 
Enquanto príncipe recebeu uma excelente educação, mas sobretudo voltada para a cultura francesa. 
Ricardo nunca aprendeu a falar inglês e pouca ou nenhuma importância deu a Inglaterra durante a sua vida.
Em 1168 tornou-se Duque da Aquitânia em conjunção com Leonor, no âmbito da política de Henrique II em dividir os seus territórios pelos filhos. 
A medida não obteve os objectivos esperados porque, em 1173, Leonor e Ricardo foram os responsáveis por uma revolta generalizada contra Henrique II que partiu da Aquitânia. 
O rei controlou os motins no ano seguinte, perdoando a Ricardo e Henrique o Jovem, mas encarcerando Leonor. 
Talvez por isso e pelo humilhante pedido de desculpas a que foi obrigado, Ricardo nunca se reconciliou totalmente com o pai. 
Após este episódio, Ricardo teve que lidar ele próprio com diversas revoltas da nobreza da Aquitânia que desejavam vê-lo substituído por um dos irmãos, e que suprimiu com violência.
Com a morte de Henrique o Jovem em 1183, Ricardo torna-se no inesperado sucessor do trono inglês e do Ducado da Normandia 

· 5º-Geoffrey, Duque da Bretanha (1158-1186) 
Foi Duque da Bretanha entre 1181 e 1186, através do seu casamento com Constança, a herdeira do ducado. . De Constança, Godofredo teve dois filhos: Artur e Leonor da Bretanha.
A sua curta governação da Bretanha não teve consequências políticas. Ele morreu subitamente em Paris, na sequência de um acidente de cavalo durante um torneio. 

· 6ª-Leonor Plantageneta (1162-1214), 
Casou com Afonso VIII de Castela e desse casamento teve 10 filhos entre os quais D.Urraca que foi casada com D.Afonso II de Portugal, Branca de Castela, que se casou com Luís VIII de França e Henrique I de Castela que se casou com casou-se com Mafalda de Portugal, filha de D. Sancho I de Portugal, tendo esse casamento sido dissolvido por consaguinidade. 

· 7º-Joana Plantageneta (1165-1199), 
Casou com 1) Guilherme II, rei da Sicília e 2) Raimundo, Conde de Toulouse 
Ela nasceu em Angers, Anjou, e passou sua juventude na corte de sua mãe em Winchester e em Poitiers. 
Era a irmã favorita de Ricardo I. Em 1176, o rei Guilherme II da Sicília enviou embaixadores à Inglaterra para pedir a mão de Joana em casamento. 
O noivado foi confirmado e, em 27 de agosto, Joana levantou velas para a Sicília, escoltada pelo bispo de Norwich e por seu tio, Hamelin, conde de Surrey.
Eles tiveram um filho, Boemundo, nascido em 1181, que morreu na infância. Após a morte de Guilherme, ela foi mantida prisioneira pelo novo rei, Tancredo da Sicília. 
O irmão dela, Ricardo I, chegou à Itália em 1190, a caminho da Terra Santa. Ele exigiu o retorno dela, junto de seu dote. Tancredo se furtou a essas exigências, então Ricardo tomou um mosteiro próximo e o castelo da Bagnara. Decidido a passar o inverno lá, ele atacou e subjugou a cidade de Messina., Tancredo aquiesceu aos termos e devolveu o dote de Joana.
Joana voltou a casar, em 1196 com Raimundo VI de Toulouse . O casamento aconteceu em Beaucaire, presidido pelo próprio Ricardo I. No ano seguinte, ela deu à luz um filho, também chamado Raimundo, depois Raimundo VII de Tolosa. 

· 8º-João Sem Terra, rei de Inglaterra (1166-1216) 
Não herdou nenhuma terra quando da morte de seu pai, fato que lhe deu o seu cognome. Passou à História como o rei que assinou a Magna Carta, considerado o início da monarquia constitucional em Inglaterra.
Era o mais novo entre os cinco filhos do rei Henrique II de Inglaterra e Leonor da Aquitânia e não se esperava que sucedesse ao trono. 
Foi, no entanto, o único dos filhos legítimos de Henrique II que não se revoltou contra o poder do pai. 
Talvez, como compensação, João foi nomeado Senhor da Irlanda em 1185. O seu governo foi desastroso e foi obrigado a abandonar o território poucos meses depois. 
Em 1188, Henrique tentou tornar João Duque da Aquitânia, em substituição de Ricardo Coração de Leão, que considerava de pouca confiança. 
O resultado foi catastrófico para Henrique II, que morreu durante a expedição punitiva organizada contra Ricardo.

Filhos ilegítimos, entre outros 

1. Guilherme Longespee, Conde de Salisbury (1152-c.1226) 

2. Geoffrey, Arcebispo de York (1159-1212)

FIM

O REINADO DE HENRIQUE II E AS MUDANÇAS NA INGLATERRA

                                                         HENRIQUE II


Capitulo 5/6 

O REINADO DE HENRIQUE II E AS GRANDES MUDANÇAS NA INGLATERRA 

Quando Henrique II foi coroado depressa mostrou que não seria um monarca suave e que os tempos da Anarquia tinham chegado ao fim. As suas primeiras medidas foram dirigidas aos nobres que se haviam tornado imprevisíveis durante a crise. 
Castelos construídos sem autorização real foram desmantelados e um novo sistema de coleta de impostos implementado. 
A administração pública melhorou significativamente com o estabelecimento de registros públicos criados pelo rei. 
No campo da justiça, Henrique mandou coligir o primeiro livro de leis inglês, descentralizou o exercício da justiça através de magistrados com poderes de agir em nome da coroa e implementou o julgamento por júri.


HENRIQUE II E SEUS CONFLITOS COM A IGREJA CATÓLICA . 

Entre as variadas iniciativas, Henrique minou o poder da Igreja Católica, determinando que religiosos que tivessem cometido crimes de direito comum fossem julgados por tribunais civis e não eclesiásticos, e estabelecendo um novo conjunto de impostos sobre as ordens religiosas. 
Como seria de prever, esta atitude valeu-lhe uma enorme onda de protestos, encabeçada por Thomas Becket, Arcebispo da Cantuária e seu amigo pessoal. 
Becket dirigiu-se a Roma para apelar ao papa ao que se seguiu um exílio de vários anos. 
Em 1170, Henrique e Beckett reconciliaram-se formalmente num encontro na Normandia, mas pouco depois o atrito recomeçou. 
Diz a tradição que Henrique perguntou Não há ninguém que me livre deste padre turbulento? 
Quatro dos seus nobres levaram o desabafo a sério e Thomas Becket foi assassinado na Catedral da Cantuária a 29 de Dezembro de 1170. 
Henrique chorou a morte de Becket e puniu severamente tanto os assassinos como as suas famílias. Para aligeirar a relação com o papa que o ameaçou de excomunhão, o rei doou importantes somas à ordem dos Templários e aos Cavaleiros Hospitalários e incentivou os seus súbditos a partir em cruzada para a Terra Santa, apesar de ele próprio nunca ter peregrinado ao Oriente.
Durante o seu reinado, Henrique finalizou a conquista e anexação do País de Gales e da Irlanda. 

Continua na postagem 6/6


A SUCESSÃO PARA O REI HENRIQUE II



Capítulo 4/6

QUEM FOI REI  HENRIQUE II


Henrique II , foi Conde de Anjou, de Poitiers, Duque da Normandia e que futuramente toranará-se Rei de Inglaterra de 1154 até à sua morte, em 1189, tendo sido o primeiro monarca da dinastia angevina, os Plantagenetas, porque antes predominava a dinastia Normandia. 
Ele sucedeu ao primo em segundo grau Estêvão I de Inglaterra no fim da Anarquia, fato que contaremos no decorrer das postagens. 

Voltaremos a infância de Henrique II e contaremos um pouco sobre sua vida. 


Henrique cresceu em Anjou nos territórios do pai, acompanhando de longe a luta de sua mãe Matilde pela coroa inglesa, que fora condecorada como sucessora pelo seu Pai Henrique I, como já foi tratado anteriormente. 
Aos 17 anos de idade em 1.150 Henrique II foi introduzido na governação em 1150 e depressa se revelou um líder capaz. 
Em 1152, Henrique casou com a herdeira e duquesa Leonor da Aquitânia, recentemente divorciada do rei Luís VII de França. Apesar do divórcio, Leonor conseguiu preservar a tutela do seu ducado, que passou a governar com Henrique a partir da data do casamento. Este fato fez de Henrique senhor de um território que incluía a Normandia,(que até então era governado pelo seu Tio) além dos territórios de Anjou, Poitiers, Aquitânia e Gasconha, tornando-o tão poderoso ou mais que o próprio rei de França. 


GRANDES MUDANÇAS NO CAMPO POLITICO DA INGLATERRA 


Ano de 1153- A Grã-Bretanha e o tratado de Wallingford 
Mais um passagem deste período da Anarquia. 
Após a morte de Eustáquio, filho de Estevão é assinado este tratado em que Estevão renuncia a luta e foi nomeado como sucessor Henrique Plantageneta, filho de Matilde. 
Em 1153, depois da morte de Eustáquio de Blois, (herdeiro de Estevão de Inglaterra,) Segundo o escritor Ken Follett Eustáquio morreu em luta civil a fio da espada por seu primo Henrique II, houvera muitas mudanças no campo político da Inglaterra, a partir de então. 
Durante essas lutas Henrique II invadiu a Inglaterra e obrigou o rei doente a nomea-lo como sucessor. Esta solução para o fim da guerra civil agradou às populações e no ano seguinte Henrique tornou-se rei de Inglaterra com apoio generalizado do país. 
Estêvão morreu em 1154, sem que a situação de instabilidade tivesse sido resolvida. 
O filho de Matilde subiu ao trono como Henrique II e logrou centralizar o poder, afastando o país do feudalismo. 

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A GUERRA DE SUCESSÃO ( REI ESTEVÃO DE BLOIS X MATILDE)





                                                        Estevão de Blois

Capítulo 3/6


QUEM FOI O REI ESTEVÃO DE BLOIS 

Para darmos continuidade na sucessão do trono inglês falaremos um pouco de quem foi o Rei Estevão, Blois. 

Estêvão ; Blois, 1096 - Dover, 25 de Outubro de 1154), foi conde de Bolonha e o último Rei de Inglaterra da dinastia normanda entre 1135 e 1154. 

Era filho de Estêvão II, Conde de Blois e de Adela da Normandia, umas das filhas de Guilherme I de Inglaterra. Era portanto sobrinho de Henrique I de Inglaterra e o seu sucessor mais próximo depois da sua filha Matilde. 

Estêvão é o SORTUDO que sobreviveu ao naufrágio do White Ship que vitimou o herdeiro Guilherme Adelin em 1120 por ter desembarcado do navio antes da largada. Comentamos sobre o fato anteriormente. 
Será que podemos considerar o segundo casamento de Matilde uma infelicidade diplomática ao receber designada a coroa a Matilde , porem casada com um Angevino, trazendo assim insatisfação entre os Ingleses, fazendo com que acabará beneficiado a família de seu primo Estevão ? 
Anjou era uma casa adversária da Normandia, motivo pelo qual fez com que os nobres da corte não acatassem a ideia de aceitarem Matilde como Rainha e sim Estevão que era o próximo sucessor direto da Normandia. 
Ao falarmos sobre ANARQUIA, colocaremos um parêntese , segundo nossas pesquisas ficou evidente que o Rei Estevão não era bem assessorado e preparado para assumir a Coroa, gerando com isso a Guerra Civil , conhecido como ANARQUIA. 


A REVOLTA DE MATILDE 

                                                          Matilde

Matilde não se conformou em perder o direito a Coral Real e assim iniciou uma série de manobras para alcançar o trono de seu Pai. 
 Como aliados encontrou o rei David I da Escócia, seu tio materno, e Roberto de Gloucester, seu irmão bastardo. 
O resultado foi A Anarquia, um período de guerra civil, caracterizado não por guerra aberta, mas pela falha de todas as instituições políticas que a Inglaterra viveu nos 19 anos seguintes. 
Em 1141, MATILDE TORNA-SE SENHORA DOS INGLESES. 


Pilares da Terra

Durante incessante lutas ela conseguiu o seu maior sucessor depor Estevão, tornando-se não rainha, mas Senhora dos Ingleses. 
A vantagem foi perdida meses depois, devido à sua personalidade arrogante e à influência de Geoffrey de Anjou sobre as suas ações. 



A RETOMADA DE ESTEVÃO POR UM BREVE PERÍODO 

                                                           Pilares da Terra

Quando Estevão buscou retornar ao trono e com sucesso, fez com que Matilde 
fugisse. Ela conseguiu escapar sozinha ao cerco de Oxford, sumindo-se a meio da noite, mas nunca recuperou o ascendente político. 
Em 1147 é por fim obrigada a escapar de Inglaterra depois da morte de Roberto de Gloucester seu irmão bastardo, segundo relatos foi acometido de uma febre muito forte levando assim a seu óbito. 
Matilde nunca mais regressou a Inglaterra, mas foi o seu filho Henrique Plantageneta que pôs um fim à guerra civil obrigando Estevão a nomeá-lo como sucessor no tratado de Wallingford de 1153. Uma grande vitória conseguida por Matilde . 
Antes de falarmos da nova sucessão do trono falaremos um pouco de quem foi Henrique II, o filho de Matilde e o futuro Rei da Inglaterra. 

Continua na postagem 4/6