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A SAGA DE MOISÉS POR LUCIANO DUDU

EU RECOMENDO - EXPURGO DE FLÁVIA NEVES

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A GUERRA DE SUCESSÃO ( REI ESTEVÃO DE BLOIS X MATILDE)





                                                        Estevão de Blois

Capítulo 3/6


QUEM FOI O REI ESTEVÃO DE BLOIS 

Para darmos continuidade na sucessão do trono inglês falaremos um pouco de quem foi o Rei Estevão, Blois. 

Estêvão ; Blois, 1096 - Dover, 25 de Outubro de 1154), foi conde de Bolonha e o último Rei de Inglaterra da dinastia normanda entre 1135 e 1154. 

Era filho de Estêvão II, Conde de Blois e de Adela da Normandia, umas das filhas de Guilherme I de Inglaterra. Era portanto sobrinho de Henrique I de Inglaterra e o seu sucessor mais próximo depois da sua filha Matilde. 

Estêvão é o SORTUDO que sobreviveu ao naufrágio do White Ship que vitimou o herdeiro Guilherme Adelin em 1120 por ter desembarcado do navio antes da largada. Comentamos sobre o fato anteriormente. 
Será que podemos considerar o segundo casamento de Matilde uma infelicidade diplomática ao receber designada a coroa a Matilde , porem casada com um Angevino, trazendo assim insatisfação entre os Ingleses, fazendo com que acabará beneficiado a família de seu primo Estevão ? 
Anjou era uma casa adversária da Normandia, motivo pelo qual fez com que os nobres da corte não acatassem a ideia de aceitarem Matilde como Rainha e sim Estevão que era o próximo sucessor direto da Normandia. 
Ao falarmos sobre ANARQUIA, colocaremos um parêntese , segundo nossas pesquisas ficou evidente que o Rei Estevão não era bem assessorado e preparado para assumir a Coroa, gerando com isso a Guerra Civil , conhecido como ANARQUIA. 


A REVOLTA DE MATILDE 

                                                          Matilde

Matilde não se conformou em perder o direito a Coral Real e assim iniciou uma série de manobras para alcançar o trono de seu Pai. 
 Como aliados encontrou o rei David I da Escócia, seu tio materno, e Roberto de Gloucester, seu irmão bastardo. 
O resultado foi A Anarquia, um período de guerra civil, caracterizado não por guerra aberta, mas pela falha de todas as instituições políticas que a Inglaterra viveu nos 19 anos seguintes. 
Em 1141, MATILDE TORNA-SE SENHORA DOS INGLESES. 


Pilares da Terra

Durante incessante lutas ela conseguiu o seu maior sucessor depor Estevão, tornando-se não rainha, mas Senhora dos Ingleses. 
A vantagem foi perdida meses depois, devido à sua personalidade arrogante e à influência de Geoffrey de Anjou sobre as suas ações. 



A RETOMADA DE ESTEVÃO POR UM BREVE PERÍODO 

                                                           Pilares da Terra

Quando Estevão buscou retornar ao trono e com sucesso, fez com que Matilde 
fugisse. Ela conseguiu escapar sozinha ao cerco de Oxford, sumindo-se a meio da noite, mas nunca recuperou o ascendente político. 
Em 1147 é por fim obrigada a escapar de Inglaterra depois da morte de Roberto de Gloucester seu irmão bastardo, segundo relatos foi acometido de uma febre muito forte levando assim a seu óbito. 
Matilde nunca mais regressou a Inglaterra, mas foi o seu filho Henrique Plantageneta que pôs um fim à guerra civil obrigando Estevão a nomeá-lo como sucessor no tratado de Wallingford de 1153. Uma grande vitória conseguida por Matilde . 
Antes de falarmos da nova sucessão do trono falaremos um pouco de quem foi Henrique II, o filho de Matilde e o futuro Rei da Inglaterra. 

Continua na postagem 4/6

A MORTE DE HENRIQUE I E A ANARQUIA


Capitulo 2/6
A MORTE DE HENRIQUE I

Outro fato muito curioso foi como Rei  Henrique I morreu.
Henrique morreu na Normandia em Dezembro de 1135 de intoxicação alimentar provocada pela ingestão de lampreias estragadas”, ou será que foi por envenenamento?
Esta é mais  uma das hipóteses levantado pelo escritor Kent Follett.
Apesar de Henrique I ter nomeado sua filha Matilde como a sucessora do trono, devido ao seu casamento nada diplomático com Conde de Anjou, provocou uma insurreição popular instigada pelos nobres normandos, como já havíamos comentado antes.
Na data da morte de seu pai Matilde já tinha 33 anos de idade.
Em seguida começou uma grande revolta pela sucessão do trono da Inglaterra entre Matilde e Estevão, seu parente.
Com isso  Estevão de Blois, sobrinho de Henrique, o que salvará por SORTE DO NAUFRAGIO 
White Ship  tornou-se Rei de Inglaterra por aclamação dos Barões e contra a vontade do falecido Rei,  dando início à guerra civil conhecida como a Anarquia.
Convidamos ao amigo leitor para voltarem na postagem anterior a esta, que explica o que foi a ANARQUIA, na postagem sobre os Pilares da Terra.

Continua a postagem 3/6

                                                                NAUFRAGIO White Ship

O REI HENRIQUE I DA INGLATERRA E A SAGA DE SEUS SUCESSORES




Capitulo 1/6 

O REI HENRIQUE I DA INGLATERRA E SEUS SUCESSORES 


Amigo leitor, na primeira postagem sobre Os Pilares da Terra, uma obra fictícia , porém que o autor aproveita e retrata fatos verídicos do reinado da Inglaterra. 

Tivemos à inspiração de ir a fundo e levantar fatos verídicos e dar continuidade nos estudos por ser um bela obra escrita por Ken Follett. 

Na postagem anterior fizemos algumas citações da filha do Rei Henrique I da Inglaterra, sua filha Matilde. 

Falaremos um pouco mais sobre ela a partir desta postagem . 

Matilde, foi conhecida como Imperatriz Matilda, nasceu em 1102 em Winchester e faleceu 1.167 em Ruão. 

Ela foi imperatriz consorte do Sacro Império, Condessa de Anjou e candidata ao trono de Inglaterra durante A Anarquia, como mencionamos na primeira postagem desta série. 

O que mais chamou minha atenção em sua historia e sua personalidade, foia perspicácia, coragem e audácia de uma mulher inglesa que foi capaz de tudo para lutar pelo direito de seu trono como Rainha da Inglaterra. 
Era filha de Henrique I de Inglaterra e da princesa Matilde da Escócia. 
Um fato curioso que chamou-me atenção do naufrágio que Ken Follett cita em sua obra foi o desencadear de todo processo de Anarquia. Uma luta interminável pelo poder. 
O tão conhecido naufrágio do White Ship, que vitimou o seu irmão Guilherme Adelin,, que era o primeiro na linha sucessora do trono inglês, fez com que sua irmã Matilde tornou-se na única descendente legítima de Henrique I. 
Porém existe uma situação bastante fucral este naufrágio do White Ship, 
Neste acidente sobreviveram Estêvão um dos sucessores mais próximos a Coroa Inglesa e um grupo resumido de pessoas . 
O Grande sortudo Estêvão que sobreviveu ao naufrágio era filho de Estêvão II, Conde de Blois e de Adela da Normandia, umas das filhas de Guilherme I de Inglaterra. Era portanto sobrinho de Henrique I de Inglaterra e o seu sucessor mais próximo depois da sua filha Matilde
Os historiadores contam que Estêvão sobreviveu ao naufrágio do White Ship que vitimou o herdeiro Guilherme Adelin em 1120 por ter desembarcado do navio antes da largada. 
Convido o leitor amigo para refletir sobre o fato: 
Podemos chamar esse fato de sua sobrevivência de sorte ou trama? 
Não consegui encontrar fontes históricas que coincidem com a trama de Ken Follett, onde ele deixa claro que tal naufrágio foi uma conspiração pelo trono inglês, possivelmente ele levantou essa questão baseado em documentos históricos. 
Em seu romance ele defende que tudo foi uma armação, para assassinar o primeiro sucessor herdeiro legitimo da Coroa Inglesa, após a morte de Henrique I, que seria o sobrinho de Henrique I da Inglaterra. 
Porém com a morte de Guilherme ,como já mencionamos na postagem anterior Henrique I preferiu então designar a coroa a sua filha Matilde, mas com a morte do Rei a situação da coroa inverteu-se. Veremos logo a frente sobre o desenrolar do estudo. 
Em 1114 , Aos 12 anos de idade , Matilde casa-se com Henrique V, o imperador do Sacro Império. 
Eles ficaram casados aproximadamente 11 anos, quando Matilde ficou viúva , 
aos 23 anos de idade, e neste período Matilde não possuía nenhum herdeiro. 
Em 1125 , três anos após a morte de seu marido ela casa novamente com Godofredo V, conde de Anjou ageneta, no âmbito da política de consolidação do poder de Henrique I no continente. Godofredo era onze anos mais novo, e segundo crônicas da época a união não foi propriamente feliz. Nasceram no entanto três filhos: Henrique, Geoffrey e Guilherme.
Em 1.133 nascia um dos filhos de Matilde que marcaria a História da Inglaterra, o nascimento de seu filho Henrique II Plantageneta. 
No decorrer do estudo falaremos mais sobre Henrique II. 
A nomeação de Matilde sucessora do trono da Inglaterra foi uma decisão inédita em toda historia dos reinados, uma mulher como sucessora. 
Quando Henrique I nomeou Matilde como sucessora , ele obrigou os seus barões a jurarem-lhe fidelidade. 

O Inicio dos Conflitos 

Apesar de ser da vontade do Rei a escolha de Matilde como sucessora, porém tal ensejo não era popular, por motivos plausíveis , principalmente por ela ser casada com o Conde de Anjou,( a casa tradicionalmente adversária da Normandia), ele era considerado PERSONA NON GRATA pelos barões ingleses. Após essa sucessão de reinado , veremos que irá dar origem ao conflito anglo-francês da Guerra dos cem anos.

Continua na postagem 2/6

Ator que o representou  Henrique I em Pilares da Terra

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A SUCESSÃO DOS REINADOS DA INGLATERRA


Caro leitor, para facilitar o entendimento das postagens relacionados aos reinados da Inglaterra, realizamos uma pesquisa histórica sobre o inicio da Dinastia Normanda que fala sobre a linhagem do Rei Henrique I da Inglaterra e todos os seus sucessores até a rainha Elizabeth II. 

Apreciem os fatos históricos da linhagem real da Inglaterra. 

Boa Leitura 
Luciano Dudu 



CASA NORMADA 

1) Nome: Henrique I 

Inicio do Governo : 03 de agosto de 1.100 
Término do Governo: 05 de agosto de 1.135 
Conhecido como : Beauclerc e Leão da Justiça 
Comentário : Era irmão de Guilherme e deixou apenas uma filha de nome Matilde 


2) Nome: Matilde I 

Inicio do Governo : - 
Término do Governo: - 
Conhecido como : A imperatriz 
Comentário : Foi nomeada pelo seu pai Henrique I, quando seu filho herdeiro primeiro do trono morrera em um naufrágio, mas ela teve seu trono usurpado. 


3 )Nome: Estevão

Inicio do Governo : dezembro de 1.135 a 
Término do Governo: Novembro de 1.153 
Conhecido como: - 
Comentário : Ele era sobrinho de Henrique I,com uma grande jogada política usurpou o trono de Matilde I, mas foi deposto por ela durante um curto período de tempo, mas ela já mais foi reconhecida como Rainha, mas sim como Imperatriz por curto período de tempo, ele ficou como imperatriz de abril de 1.141 ate Novembro de 1.141, mas a partir da ultima data citada Estevão retornou ao trono até 25 de Novembro de 1.153, no período que ainda existia a Anarquia. 




Casa Plantagenetas 


4 )Nome: Henrique II 

Inicio do Governo : Outubro de 1.154 
Término do Governo: Julho de 1.189 
Conhecido como: O de manto Curto. 
Comentário : Após longas batalhas de sua mãe Matilde I e após Henrique II matar seu primo filho do atual rei Estevão I em batalha, e para acabar com a Anarquia , Estevão acabou abdicando do trono para Henrique II, realizando assim o sonho de sua mãe, mas a partir desta data muda-se a dinastia . 

5 )Nome: Ricardo I 

Inicio do Governo : Julho de 1.189 
Término do Governo: Abril de 1.199 
Conhecido como: Ricardo coração de Leão 
Comentário : Filho de Hernique II, durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história. 


6)Nome: João I 

Inicio do Governo : Abril de 1.199 
Término do Governo: Outubro 1.216 
Conhecido como: João sem terra 
Comentário : Filho de Hernique II, durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história. 


7) Nome: Henrique III 

Inicio do Governo : Outubro de 1.216 
Término do Governo: Novembro de 1.272 
Conhecido como: 
Comentário : durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história. 

8)Nome: Eduardo I 

Inicio do Governo : Novembro de 1272 
Término do Governo: Julho de 1307 
Conhecido como: Pernas Longas 
Comentário : durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história. 


9)Nome: Eduardo II 

Inicio do Governo : Julho de 1307 
Término do Governo: Janeiro de 1327 
Conhecido como: 
Comentário : Ele resolveu abdicar o trono em favor de seu filho Eduardo III. 


10)Nome: Eduardo III 

Inicio do Governo : Janeiro de 1327 
Término do Governo: Janeiro de 1377 
Conhecido como: 
Comentário : : durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história. 

11) Nome: Ricardo II 

Inicio do Governo : Junho de 1377 
Término do Governo: Setembro de 1.399 
Conhecido como: 
Comentário : 
Durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história, porem já adiantaremos que ele foi deposto por Henrique IV de Lancaster, colocando fim a esta dinastia plantagenetas e começando uma nova dinasita de Lancaster. 



Casa de Lancaster 



12) Nome: Henrique V 

Inicio do Governo : Março de 1.413 
Término do Governo: Agosto de 1.422 
Conhecido como: 
Comentário : : durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história. 


13) Nome: Henrique VI 

Inicio do Governo : Agosto de 1.422 
Término do Governo: Março de 1461 
* Ele retorna ao trono emoutubro de 1470 e permanece até Abril de 1471 
Conhecido como: 
Comentário : : durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história, ele foi deposto na Guerra das Duas Rosas,mudando assim para a Casa de Iorque. 




Casa de Iorque



14) Nome: Eduardo IV 

Inicio do Governo : Março de 1461 
Término do Governo: Outubro de 1471 
* Ele retorna ao trono em abril de 1471 e permanece até Abril de 1483 
Conhecido como: - 
Comentário: durante nosso trabalho do blog, contaremos um pouco mais de sua história, ele depôs Henrique VI na Guerra das Duas Rosas, porem em Abril de 1471 ele inverte as posições na Guerra das Rosas e retoma o trono, retirando Henrique VI. 
O poder volta para as mãos da Casa de Iorque 


15) Nome: Eduardo V 

Inicio do Governo : Abril de 1483 
Término do Governo: Junho de 1483 
Conhecido como: Príncipe da Torre 
Comentário: Ele foi Rei com apenas 13 anos foi declarado filho ilegítimo de Eduardo IV em 1483 por Ricardo III apoiado pelo parlamento. 

16 )Nome: Ricardo III 

Inicio do Governo : Junho de 1483 
Término do Governo: Agosto de 1485 
Conhecido como: 
Comentário: Contaremos como ele tornou-se Rei, pois ele deu um golpe, utilizando o parlamento, existe rumores que ele assassinou seus sobrinhos para tomar o torno, e com isso ascendeu-se as chamas da Guerras das duas rosas. 


Casa  Tudor 



17) Nome: Henrique VII 

Inicio do Governo : Agosto de 1485 
Término do Governo: Abril de 1509 
Conhecido como: 
Comentário: Contaremos como ele tornou-se Rei, ele usou de diplomacia. 
Ele tornou-se Rei devido a Guerra das Duas Rosas, assim casou-se com Isabel de Iorque, pondo fim a Guerra, a partir de então a Dinastia Tudor começa a Governar. 


18) Nome: Henrique VIII 

Inicio do Governo: Abril de 1509 
Término do Governo: Janeiro de 1547 
Conhecido como: 
Comentário: Em breve falaremos sobre esse personagem de uma personalidade impar. Henrique VIII por questões de poder e vaidade, rompeu com a igreja católica e separou a igreja anglicana em 1534, e o curioso ele mesmo tornou-se chefe dela. Recomendo aos leitores que assistam o seriado The Tudors, que conta a trajetória de seu reinado. 

19) Nome: Eduardo VI 

Inicio do Governo: Janeiro de 1547 
Término do Governo: Julho de 1553 
Conhecido como: 
Comentário: Ele não deixou herdeiros, com isso houve um governo transitório após sua morte com Joana I. 


20) Nome: Joana I 

Inicio do Governo: 10 de julho de 1553 
Término do Governo: 19 de Julho de 1553 
Conhecido como: 
Comentário: Como Eduardo VI não seixou herdeiros, ela por ser protestante foi declarada Rainha de Inglaterra após a morte de Eduardo, no entanto, deposta por Maria I, católica, nove dias depois. 


21) Nome: Maria I 

Inicio do Governo: 19 de julho de 1553 
Término do Governo: 17 de Novembro de 1558 
Conhecido como: A Sanguinária 
Comentário: Ela retirou Joana I do trono, o catolicismo volta a fazer parte da realeza. 


22) Nome: Felipe I 

Inicio do Governo: Julho de 1554 
Término do Governo: Novembro de 1558 
Conhecido como: 
Comentário: Ele reinou junto com Maria I. 


23) Nome: Isabel I 

Inicio do Governo: Novembro de 1558 
Término do Governo: Março de 1603 
Conhecido como: A Rainha Virgem, Gloriana, Defensora da Fé 
Comentário: Amigo leitor iremos explorar bastante a historia no desenrolar de nossos trabalhos, Isabel I, foi uma grande Rainha, seu reinado ficou conhecido como a Era de Ouro. Ela não se casou e não deixou herdeiros. Abordaremos detalhadamente em breve a vida desta brilhante Rainha. Quando ela morreu o poder passou a dinastia de Stuart de tinha rivalidade com Elizabeth, por questões governamentais e religiosas. 


Casa de Stuart 




24) Nome: Jaime I 

Inicio do Governo: Março de 1603 
Término do Governo: Março de 1625 
Conhecido como: 
Comentário : Bisneto de Henrique VII, algumas histórias contam que foi o sucessor escolhido por Elizabet I, mas de fato foi o único possível herdeiro que se apresentou formalmente ao Trono Inglês. 

25) Nome: Carlos I ( conhecido como São Carlos I) 

Inicio do Governo: Março de 1625 
Término do Governo: Janeiro de 1649 
Conhecido como: São Carlos , o Mártir 
Comentário: Carlos I de Escócia, Deposto, depois executado, pela Revolução Inglesa. Canonizado somente pela Igreja Anglicana em 1660. 



Commonwealth


O 1º Commonwealth Britânico foi um regime republicano instaurado após a Revolução Inglesa, comandado pelo Parlamento. Devido à instabilidade nos anos inciais, Richard Cromwell instaurou o Protectorado, uma espécie de ditadura centrada no "Lord Proctector". 

26) Nome: Oliver Cromwell 

Inicio do Governo: Dezembro de 1653 
Término do Governo: Setembro de 1658 
Conhecido como: - 
Comentário: Morreu durante o seu proctetorado. 


27) Nome: Richard Cromwell

Inicio do Governo: Setembro de 1658 
Término do Governo: Maio de 1659 
Conhecido como: Tumbledown Dick, Queen Dick; Pintinho, Pintinho que não sabe andar 
Comentário: Após a morte de seu pai, Tentou assumir o posto de Lord Proctetor no lugar de seu pai, mas não conseguiu suportar as pressões. Após isso a casa de Stuart é Restaurada. 




Casa de Stuart Restaurada 




28) Nome: Carlos II 

Inicio do Governo: Maio de 1660 
Término do Governo: Fevereiro de 1685 
Conhecido como: 
Comentário: 
Filho de Carlos I. Teve o trono restaurado pelo parlamento em 1660, no entanto, com poderes muito reduzidos em relação aos seus sucessores. Converteu-se ao catolicismo no leito de morte, não deixando herdeiros legítimos. Também Carlos II da Escócia. 


29) Nome: Jaime II 

Inicio do Governo: Fevereiro de 1685 
Término do Governo: Dezembro de 1668 
Conhecido como: 
Comentário: 
Irmão de Carlos II assumiu, e foi deposto mais tarde pela Revolução Gloriosa por ser Católico. Também Jaime VII da Escócia

30) Nome: Maria II 

Inicio do Governo: Fevereiro de 1689 
Término do Governo: Dezembro de 1694 
Conhecido como: 
Comentário: 
Também Maria II da Escócia. Filha de Jaime II, protestante, assumiu o trono sem burlar a linha de sucessão depois da Revolução Gloriosa e governou ao lado de seu marido Guilherme III, seu primo e sobrinho de Jaime II, também herdeiro do trono 

31) Nome: Guilherme III 

Inicio do Governo: Fevereiro de 1689 
Término do Governo: Março 1702 
Conhecido como: 
Comentário: 
Governou sozinho após a morte de Maria II. Também Guilherme II da Escócia. E também Guilherme III Príncipe soberano de Orange


32) Nome: Ana I 

Inicio do Governo: Março de 1702 
Término do Governo: Agosto de 1714 
Conhecido como: 
Comentário: 
Também Ana I da Escócia. 




Reis da Grã-Bretanha




Casa de Stuart




33) Nome: Ana I 

Inicio do Governo: Março de 1702 
Término do Governo: Agosto de 1714 
Conhecido como: 
Comentário: 
À partir do Tratado de União de 1707 Ana se tornou rainha do Reino da Grã-Bretanha. 

CASA DE HÔNVER



Todos os Reis dessa Casa, exceto Vitória, foram também Reis de Hanôver. 

34) Nome: Jorge I 

Inicio do Governo: Agosto de 1714 
Término do Governo: Junho de 1727 
Conhecido como: 
Comentário: 
O Ato de Estabelecimento de 1701 colocou como herdeira do trono Sofia de Hanôver por suas raízes escocessas: era neta de Jaime I. Após sua morte o herdeiro passou a ser Jorge I. 

35) Nome: Jorge II 

Inicio do Governo: Agosto de 1727 
Término do Governo: Junho de 1760 
Conhecido como: 
Comentário: 

36) Nome: Jorge III 

Inicio do Governo: Outubro de 1760 
Término do Governo: Janeiro de 1820 
Conhecido como: 
Comentário: 
Neto de Jorge II 



Reis do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda




Casa de Hanôver


37) Nome: Jorge IV 

Inicio do Governo: Janeiro de 1820 
Término do Governo: Junho de 1830 
Conhecido como: 
Comentário: 
Regia o Governo de seu pai desde 1811

38) Nome: Guilherme IV 

Inicio do Governo: Junho de 1830 
Término do Governo: Junho de 1837 
Conhecido como: 
Comentário: 
Irmão de Jorge IV 

39) Nome: Vitória I 

Inicio do Governo: Junho de 1837 
Término do Governo: Janeiro de 1901 
Conhecido como: 
Comentário: 
Futuramente iremos falar detalhadamente desta Rainha, que foi um marco em sua época, conhecida como a Era Vitoriana., ela era a neta de Jorge III, e foi casada com Príncipe Albert. 



Casa de Saxe-Coburgo-Gota




40) Nome: Eduardo VII 

Inicio do Governo: Janeiro de 1901 
Término do Governo: Maio de 1910 
Conhecido como: O pacificador 
Comentário: 


Casa de Windsor




A mudança de nome de 1917 não se deve a descontinuidade dinástica mas sim ao sentimento antigermânico que se vivia na Primeira Guerra Mundial

41) Nome: Jorge V 

Inicio do Governo: Maio de 1910 
Término do Governo: Janeiro de 1936 
Conhecido como: 
Comentário: 
A Partir de 1922 a Irlanda torna-se independente, mas ainda reinada por ele. 


42) Nome: Eduardo VIII 

Inicio do Governo: Janeiro de 1936 
Término do Governo: Dezembro de 1936 
Conhecido como: 
Comentário: 
Abdicou voluntariamente para poder se casar com Wallis Simpson, que se tornaria Duquesa de Windsor. 


43) Nome: Jorge VI 

Inicio do Governo: Dezembro de 1936 
Término do Governo: Fevereiro de 1952 
Conhecido como: 
Comentário: 
Irmão de Eduardo VIII, e deixa de ser Rei da Irlanda quando esta se proclama República


44) Nome: Elizabeth II 

Inicio do Governo: Fevereiro de 1952 
Término do Governo: até os dias de hoje 
Conhecido como: 
Comentário: 


Fonte de pesquisa ; Wikipédia, uma das maiores bibliotecas virtuais mundiais. 
Imagem: Google

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

OS PILARES DA TERRA 1ª TEMPORADA - A ANARQUIA




Para quem gosta de entender os fatos históricos, religiosos, políticos e sociais da humanidade, vai aqui uma boa dica de seriado ou para quem gosta de ler, existe os livros que  baseou-se  o seriado.
A primeira temporada do seriado gira em torno da construção da CATEDRAL Kingsbridge, que  é uma cidade fictícia criada por Ken Follett (escritor dos livros que originou-se o seriado), para contar de certa forma um período de Guerra Civil que realmente aconteceu na Inglaterra  denominada de ANARQUIA.

A Anarquia é o nome dado à guerra civil inglesa no reinado de Estevão de Inglaterra entre 1135 e 1153.
O Enredo do seriado começa  em 1120, data do naufrágio do White Ship ao largo da Normandia. No desastre morreram todos os ocupantes do navio, excepto um marinheiro que nadou para a costa, incluíndo Guilherme Adelin, único filho legítimo de Henrique I de Inglaterra, e alguns dos seus irmãos bastardos.
Com a perda de Guilherme, Henrique I tomou a decisão inédita na altura de nomear como sucessora a filha Matilde de Inglaterra, obrigando os seus barões a jurarem-lhe fidelidade. Em 1128.
Quando Henrique I morre em 1135 de (" intoxicação alimentar") para não dizer de envenenamento ( o grifo é nosso), Estevão entrou em Inglaterra e declarou-se rei ignorando as pretensões de Matilde e de Teobaldo, o seu irmão mais velho. Com o apoio dos barões, incluíndo os filhos bastardos de Henrique I, do Arcebispo da Cantuária e do Papa Inocêncio II, a usurpação ficou consumada.
Sem apoios em Inglaterra, Matilde virou-se para o rei David I da Escócia, seu tio materno, que em 1138 invadiu Northumberland em seu nome. A campanha não foi enérgica o suficiente e o exército de David foi derrotado em Agosto na batalha do Estandarte. Seguro no trono, Estevão deu-se então ao luxo de cometer alguns erros políticos que lhe custaram o apoio de alguns nobres importantes. Entre eles contava-se Roberto de Gloucester, que tomou o partido de Matilde no fim do ano.
Em 1139, Matilde entra em Inglaterra e toma o Castelo de Arundel, iniciando a guerra civil. Reunida com Gloucester, o seu exército tomou algumas praças importantes nos anos seguintes, sem que ocorresse uma batalha definitiva. Entretanto, o governo de Estevão mostrava-se cada vez mais fraco e incapaz de controlar as sucessivas insurreições populares.
A 2 de Fevereiro de 1141 ocorre uma batalha entre os partidários de Estevão e de Matilde. O resultado é uma derrota clara de Estevão que é feito prisioneiro em Bristol. Matilde passou então a controlar o país da sua capital em Londres e recusou o título de rainha, preferindo chamar-se Senhora dos Ingleses. A sua vantagem durou pouco tempo devido à atitude arrogante e à influência que Geoffrey Plantageneta detinha sobre ela. Em Setembro, Londres era já uma cidade cheia de inimigos e Matilde retira-se para Oxford. Na mesma altura, Roberto de Gloucester é apanhado por aliados de Estevão e ameaçado de morte. Matilde vê-se então obrigada a trocar o meio irmão pela liberdade de Estevão, que se apressa a recuperar a coroa e o controlo do país. O exército de Estevão desloca-se então para Oxford, onde monta cerco ao castelo onde se encontrava Matilde, que só não é apanhada porque, segundo a lenda, fugiu sozinha a meio da noite atravessando os campos cobertos de neve. Matilde nunca mais recuperou a vantagem e em 1147 é obrigada a fugir para o Condado de Anjou, o feudo do marido.


domingo, 25 de setembro de 2011

TESEU E O MINOTAURO



Nada demonstra melhor o caráter guerreiro e valente de Teseu — um dos heróis mais famosos da Grécia — do que um curioso episódio da sua infância.
Estava um dia o pequeno Teseu em casa de seu avô quando o velho recebeu a visita de ninguém menos do que Hércules — o maior de todos os heróis.
Junto com seus amigos, Teseu correu a espiar, sem conseguir acreditar que estava sob o mesmo teto que aquela lenda viva.
Hércules, antes de sentar-se, tirou sua pele de leão de sobre os ombros, para estar mais à vontade, e lançou-a para o mesmo canto onde estavam aglomeradas as crianças.
Nem bem a pesada pele caíra ao chão, todos os meninos puseram-se a correr, gritando por suas mães, pois na sua inocência julgavam estar na presença de um leão verdadeiro.
Apenas o pequeno Teseu permaneceu firme, encarando a fera. Depois também deu as costas, mas em vez de fugir, correu para a cozinha e voltou de lá com um machado que arrebatara das mãos de um escravo e caiu sobre a pele, como se estivesse enfrentando um leão de verdade.
A partir de então Teseu cresceu, tornando-se cada vez mais famoso devido às suas façanhas.
Duas delas merecem destaque, pelo curioso das aventuras.
Na primeira delas, Teseu enfrentou um temível bandido das estradas, chamado Sínis.
Este vilão aterrorizava todo o istmo de Corinto, impondo às suas vítimas uma cruel tortura.
Após curvar duas árvores paralelas, amarrava a elas os braços e pernas dos prisioneiros. 
Em seguida soltava os troncos, fazendo com que as árvores retornassem à sua postura normal, despedaçando, assim, os infelizes.
Teseu enfrentou-o e depois de derrotá-lo fez o bandido provar do próprio veneno, e ele morreu despedaçado.
Na outra aventura, Teseu defrontou-se com um maníaco, chamado Procusto.
Este bandido passava a maior parte do dia escondido numa caverna, como uma aranha na sua toca.
Tão logo escutava os passos de alguém que se aproximava. Procusto apoderava-se da vítima e a levava de rastos para dentro da cova. Amarrando, então, o desgraçado sobre o leito, ficava ao seu lado, a estudar se as rnedidas do corpo eram exatamente as mesmas do leito.
Se sobravam pedaços do corpo para fora da cama, Procusto, munido de uma longa faca, cortava-os com meticulosa precisão, até tornar compatíveis os dois. Se, no entanto, o corpo era demasiado pequeno, o bandido o amarrava e espichava até ficar do tamanho ideal.
Teseu também liquidou com Procusto, embora a lenda não especifique como o fez.
Mas o grande feito, aquele que imortalizou definitivamente o herói, foi a terrível batalha
que travou contra o Minotauro
 — um monstro terrível, que tinha ronco e cabeça de touro e o restante do corpo sob a forma humana.
Os atenienses estavam naquela época sob o jugo de Minos, o cruel rei de Tebas.
Este rei decidira cobrar um tributo anual aos habitantes de Atenas: numa determinada época do ano deveriam ser entregues a ele sete rapazes e sete donzelas, para serem lançados vivos no temível labirinto que Minos fizera construir em seu reino pelo inventor Dédalo, pai do infeliz Ícaro das asas de cera. Dentro deste labirinto vivia o Minotauro, monstro insaciável que se nutria
de carne humana.
Quando Teseu soube que as novas vítimas já haviam sido escolhidas e estavam para ser
embarcadas para Creta, procurou seu pai, rei dos atenienses, e disse:
— Permita, meu pai, que eu tome o lugar destes infelizes!
O rei, espantado com a coragem do filho, a princípio relutou.
— Não. Como poderia mandar meu próprio filho e sucessor para a morte? Teseu, no entanto, firmou pé em sua decisão:
— Por que recusa minha oferta, se em vez de quatorze vítimas terá de oferecer ao monstro apenas uma?
Os dois discutiram longamente sobre o assunto, mas a teimosia de Teseu acabou prevalecendo sobre a vontade do pai.
Assim, no mesmo dia, Teseu embarcou num navio de velas negras.
— Prometo, papai, caso derrote a fera, retornar com as velas brancas -disse o jovem,
enquanto o navio ganhava o alto-mar.
Depois de navegar por vários dias, a embarcação finalmente atracou nas terras de Minos.
O rei de Tebas, furioso ao perceber que somente lhe haviam mandado uma vítima, exclamou:
— Como ousam desobedecer às minhas ordens? Eu exigi sete moças e sete rapazes, e me mandam apenas um.
Ariadne, a bela filha do rei, assistia a tudo, sem poder esconder, no entanto, o seu fascínio
pelo jovem e ousado aventureiro.
— Poderoso Minos, talvez não esteja lembrado de mim, mas eu sou Teseu, filho do rei de Atenas, e venho oferecer minha vida em lugar da deles — disse o herói.
— O senhor dispõe agora da vida do filho de um rei. Isto não lhe basta?
Minos acabou aceitando a troca, enquanto Ariadne tornava-se cada vez mais apreensiva.
— Amanhã você será lançado dentro do labirinto — disse o rei, com um sorriso de escárnio.
 — Veremos se terá a mesma disposição.
Durante a noite, Teseu esteve prisioneiro na torre do palácio de Minos. 
Estava fortemente vigiado, mas isto não impediu que Ariadne o procurasse.
— Teseu, estou admirada de sua coragem! — disse a bela jovem. O herói a encarou com surpresa:
— O que quer aqui?
Olhando para os lados a fim de ver se não era observada por algum dos carcereiros, Ariadne abriu uma brecha na parte superior do vestido e dela retirou algo que estendeu às mãos de Teseu.
— O que é isto? — perguntou ele, tomando o objeto.
— É um novelo de lã, não está vendo? — disse ela, em voz baixa.
— Mas para que me servirá?
— Amanhã, quando você for lançado ao labirinto, leve-o junto. À medida que for penetrando no labirinto, vá soltando o fio pelo chão, a fim de marcar o caminho para a volta.
De outro jeito, você jamais poderá retornar.
Ariadne já ia se retirando quando Teseu tomou uma de suas mãos e a beijou.
Mal o dia amanheceu e Teseu foi conduzido pelos guardas até a entrada do famoso labirinto.
— Eis o Labirinto de Creta, do qual humano algum jamais retornou! — disse o rei Minos, com orgulho, procurando assustar a vítima.
Uma sólida porta de bronze girou em seus gonzos e Teseu foi lançado para dentro.
— O rei dos atenienses não poderá dizer que fui injusto com seu filho -disse Minos, jogando para dentro do labirinto uma pequena adaga e um escudo. — Fechem a porta! 
— ordenou em seguida, enquanto Ariadne lançava um último olhar para seu amado.
Um estrondo anunciou que agora o herói estava inteiramente à mercê do seu adversário, dentro do labirinto.
Teseu, procurando familiarizar-se com o local relanceou a vista ao redor.
Imensas paredes de mármore erguiam-se até onde a vista podia alcançar. Passando os dedos pela parede, descobriu que seria impossível tentar escalá-las: completamente lisas, não possuíam a menor fenda onde pudesse apoiar os pés.
Pé ante pé o jovem começou a avançar, após haver recolhido sua adaga e seu pequeno escudo. 
O chão recoberto de saibro fazia um ruído pouco agradável, que poderia denunciá-lo a todo momento à fera que o devia estar aguardando em algum canto. Ou, mesmo, espionando.
"Estou em seu território, preciso tomar muito cuidado!", pensou Teseu, enquanto dava os primeiros passos.
Nesse instante, lembrou-se do presente que a bela Ariadne lhe dera na noite anterior.


— O novelo! — exclamou, sem poder conter a satisfação.
Puxando do bolso da túnica o precioso objeto, começou a desfiar o resistente fio, enquanto avançava cautelosamente. Nem bem havia transposto a primeira esquina do labirinto, percebeu que tinha à frente de si pelo menos dez outras entradas — que podiam ser também dez saídas.
Todas eram exatamente iguais, embora cada qual apontasse para um único.
Tomando a entrada da direita, o jovem avançou, cada vez mais decidido. "De que me adianta ficar escolhendo?", pensou, enquanto ia deixando atrás de si o fio precioso.
Ao virar numa das tantas esquinas que já havia ultrapassado, Teseu teve uma desagradável surpresa: algumas manchas vermelhas tingiam as paredes brancas. Uma delas desenhava nitidamente a forma de uma mão humana, que escorria para baixo num borrão indistinto, como se tivesse
deslizado os dedos em toda a sua extensão.
"Ele matou aqui alguma de suas vítimas!", pensou,tornando-se mais precavido.
Logo ao virar noutra curva viu os pedaços apodrecidos do corpo daquele que deveria ter morrido às mãos do cruel Minotauro.
Bem ao canto estava o pedaço de um crânio, ainda recoberto por uma pequena cobertura de carne.
O sorriso branco da caveira luzia, ainda, por entre os seus restos mortais.
Assim, Teseu foi encontrando sinais da fúria da criatura, metade humana e metade fera, que estava à solta por ali, apenas no aguardo de sua próxima refeição. De repente, porém, Teseu sentiu, apesar da espessura das paredes, que alguém se chocara involuntariamente contra o outro lado da parede.
"O desgraçado está seguindo meus passos!", pensou Teseu, empunhando com
mais vigor a adaga.
Teseu fez a volta e passou por uma entrada lateral. Quando seus olhos enquadraram o novo corredor, viu ao fundo dele uma mancha escura desaparecer.
— Ei, covarde, volte aqui e me enfrente! — bradou o herói, perdendo a paciência.
Um ruído hediondo, misto de mugido e de grito, ressoou por todo o labirinto. Teseu, não importando com o perigo, saiu no encalço da fera, sem nunca esquecer de ir largando o seu fio.
Andou em círculos, até que sentiu uma pressão no novelo, já diminuto. Voltando-se para trás, Teseu puxou um pouco o fio e sentiu-o leve demais. Puxou de novo somente para ter uma desagradável surpresa:"0 desgraçado rompeu o meu fio!", deu-se conta. 
Voltando sobre os seus passos, enxergou o animal e desta vez o observou tempo bastante para distinguir o seu corpo meio humano e meio bovino afastando-se em largas passadas. Subitamente uma idéia lhe ocorreu. Desfiando rapidamente o fio restante do seu novelo, fez com ele um laço e o lançou com tal precisão que ele enganchou-se perfeitamente aos cornos da fera. Segurando com força o laço improvisado, Teseu susteve a corrida do Minotauro, que sacudia a cabeça com fúria, tentando se desvencilhar da armadilha.
Num repelão da cabeça, contudo, o Minotauro puxou com tal força o sólido barbante que Teseu foi puxado para si num vôo violento, que o derrubou quase aos pés da fera. Bufando de ódio, o Minotauro aproveitou-se da desvantagem momentânea do seu adversário e lançou-se com os chifres em riste na sua direção.

Teseu, no entanto, foi mais rápido e desviou-se. Em seguida, pulando às costas do Minotauro, enterrou a sua adaga, com toda a força, entre os seus olhos bovinos. Um mugido de dor atroou as paredes do labirinto, enquanto os dois caiam ao solo, embolados como se fossem um mesmo corpo.
 Teseu, sem ter a menor piedade, retirou a adaga de entre os olhos da fera e a
enterrou outra vez, agora no coração do Minotauro, afastando-se, em seguida, num pulo.
Teseu assistiu com prazer à fera estertorar por alguns minutos, até que erguendo a cabeça
do solo o Minotauro pareceu dar um grande espirro avermelhado e cair novamente ao solo, morto para sempre. 
Teseu, tendo derrotado o Minotauro, retornou para sua terra, levando consigo Ariadne.
No entanto, ao fazer uma parada na ilha de Naxos, ele a deixou lá, seguindo viagem sozinho.
Teseu jamais explicou as razões desse ato de aparente ingratidão.
Quando adentrou com seu barco o portão de Atenas, esqueceu de desfraldar a vela branca, conforme o combinado com o seu pai, em caso de vitória. O pobre rei, vendo nisto um sinal certo da derrota — e conseqüente morte — do seu filho, suicidou-se no mesmo instante, o que roubou ao herói o prazer da vitória. Com a morte do rei, Teseu acabou herdando a coroa, tornando-se assim o novo rei de Atenas.



Fonte: As 100 melhores histórias da mitologia: deuses, heróis, monstros
e guerras da tradição greco-romana/ A. S. Franchini /e/ Carmen Seganfredo. — 9 ed. — Porto Alegre :
L&PM, 2007.
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