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A SAGA DE MOISÉS POR LUCIANO DUDU

EU RECOMENDO - EXPURGO DE FLÁVIA NEVES

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terça-feira, 27 de março de 2012

EXPURGO - AS NUANCES DA JUSTIÇA DIVINA






Amigo leitor, eu recomendo a leitura do Livro: Expurgo, da escritora Mineira Flávia Neves.
Uma ficção que nos remete a uma viagem ao passado, nos convidando a reflexões a cerca de temas históricos interessantes, e evidenciando como procede a Lei da Justiça Divina e a Lei de Ação e Reação.

O Blog Contador de História recebeu uma cortesia da Escritora Flávia Neves, de 05 exemplares de sua obra. Será realizado um sorteio para os leitores do blog... Aguardem em breve será publicado os requisitos para sorteio desta maravilhosa obra EXPURGO.



Sinopse e comentário de um Leitor do livro Expurgo:

"O Bispo Pierre Cauchon, juiz inquisidor da infanta Joana D'Arc, se envereda ao encontro de Judas Iscariotes. Dois conspiradores , responsáveis pelo trágico fim terreno de indivíduos de intenções dignificantes; dois seres que desvendam a real motivação de Jesus, O Cristo, ao nos advertir;

"Não julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem." Evangelho de Mateus.




"A quem a espiritualidade permitiria julgar Judas Iscariotes reencarnado noutro corpo, vivendo outra vida? 
Quem se atreveria a ser o algoz do afamado "pseudo-traidor" de Cristo? 
Ao ler, ouça, e te atente ao que ELES haverão de revelar! 
Um político brasileiro sofre um atentado. Em coma, recebe uma visita inusitada. 
A seu encontro, em espírito, vem o Bispo francês Pierre Cauchon, inquisidor da infanta santificada, Joana D' Arc... Cauchon narrará ao enfermo as circunstâncias de seu "encontro", outrora, com Judas Iscariotes. 
O enredo singrará tempo e espaço, em sucedidos épicos, norteadores do trajeto humano rumo ao infeliz e sarcástico desleixe de uns com os outros, enquanto espécie.
 O quê, de tão grave, ELES querem evitar? Por quem essas entidades estariam em regresso à Terra?
Informações pessoais "Cinco estrelas: Original, ousado, instrutivo, edificante, marcante!
Expurgo é uma obra fundamental a noviços e brâmanes, gregos e tibetanos, clérigos e troianos. Com intrepidez, as palavras (os verbos) saem da zona de conforto e resgatam a consciência do leitor da fumaça que mana da ignorância e da iniquidade dos antepassados, comumente encobrindo a historicidade e obscurecendo nossas crenças.
A autora não tenta levar o leitor ao mundo espiritual e sim - hábil e inspiradamente - trazer esse mundo para dentro da demarcada percepção humana.
Esse íngreme e complexo transporte é realizado através uma narrativa pulsante, visiva, táctil, inteligível, sinfônica e verossímil, talvez, em detalhes, somente comparável a J. J. Benitez,
 Expurgo é uma pedra preciosa que esplende na literatura espiritualista 
(pois eu não teria a veleidade de limitar sua luz à biblioteca espírita)."


Fernando Marquete - Leitor


Adquira a obra pelo endereço logo abaixo:


http://www.diadeler.com.br/products/Expurgo.html





domingo, 18 de março de 2012

O PRECURSOR DA REFORMA PROTESTANTE - J WYCLIFFE ( CORRIGIDO)

J. WYCLIFFE


Amigo leitor, começaremos a partir desta postagem a abordar alguns fatos que culminaram na REFORMA , estendemos o convite a você para ler e fazer uma reflexão acerca do assunto.
Narraremos fatos relacionados as grandes renovações religiosas que o Cristianismo sofrera no decorrer da história, denominada REFORMA PROTESTANTE.

Encontraremos em uma obra do Autor EMMANUEL que retrata sobre a HISTÓRIA DA HUMANIDADE, intitulada “A Caminho da Luz”. 
O capítulo de nome “pobreza intelectual”, onde ele narra os fatos históricos e religiosos do século XII e as mudanças que sucedera no século XIII.
Emmanuel afirma:

 (...) estava definitivamente instalado o governo real, desaparecendo as mais fortes expressões do feudalismo.
 Cada região europeia tratava de concatenar todos os elementos precisos à organização de sua unidade política, mas a verdade é que os meios escassos de instrução não permitiam uma existência intelectual mais avançada.
Os Estados que se levantavam, organizavam as suas construções à sombra da Igreja, que tinha interesse em não dilatar os domínios da educação individual, receosa de interpretações que não fossem propriamente dela.
Os pergaminhos custavam verdadeiras fortunas e o livro era dificilmente encontrado.
Até o século XII as escolas estavam circunscritas ao ambiente dos mosteiros, onde muitos padres se ocupavam de avivar a letra dos manuscritos mais antigos, produzindo outros para a posteridade.
 A Ciência, cuja linha ascensional guarda o seu ponto de princípio na curiosidade ou na dúvida, bem como a Filosofia, que se constitui das mais altas indagações espirituais, estavam totalmente escravizadas à Teologia, então senhora absoluta de todas as atividades do homem, com poderes de vida e morte sobre as criaturas, considerando-se os direitos absurdos do Tribunal da Inquisição, depois do século XIII, quando, sob a inspiração do Alto, já se haviam fundado universidades importantes como as de Paris e de Bolonha, que serviram de modelo às de Oxford, Coimbra e Salamanca.


Surgira então o RENASCIMENTO



Há esse tempo opera-se um verdadeiro renascimento na vida intelectual dos povos mais evolvidos do mundo europeu.
 A universidade se constituía de quatro faculdades - Teologia, Medicina, Direito e Artes - reunindo milhares de inteligências ávidas de ensino, que seriam os grandes elementos de preparação do porvir.
Rogério Bacon, franciscano inglês, notável por seus estudos e iniciativas, é um dos pontos culminantes dessa renascença espiritual. A Igreja, contudo, proibindo o exame e a livre opinião, prejudicou esse surto evolutivo, máxime no capítulo da Medicina, que, desprezando a observação atenta de todos os fatos, se entregou à magia, com sérios prejuízos para as coletividades.
Favorecida pela necessidade dos panoramas imponentes do culto externo da religião e pela fortuna particular, a Arquitetura foi a mais cultivada de todas as artes em vista das grandes e numerosas construções então em voga.
Com a influência indireta dos Guias espirituais dos vários agrupamentos de povos, consolidam-se as expressões linguísticas de cada país, formando-se as grandes tradições literárias de cada região.

 Comentários de Luciano Dudu.






(...)No período que sucede os fatos narrados por Emmanuel, nos meados do século XII e no século XIII citaremos alguns fatos como as obras de Marsílio de Pádua (1280-1343) que de certa forma  atacava a autoridade secular do Papado e, valendo-se do pensamento aristotélico, rejeitavam a doutrina da supremacia do poder papal, defendendo um modelo de Estado natural baseado na lei e na finalidade de servir ao homem em sociedade.
Algum tempo depois, João Wycliffe (1324-1384),um grande  professor de Teologia em Oxford, em sua obra, censurava os tributos cobrados pela Igreja, a posse de bens por parte dos religiosos e o poder do clero.
(...) J. Wycliffe nascera na Grã Bretanha, em um condado de nome Yorkshire,ele foi  uma figura impar no campo da filosofia, teologia e considerado por alguns estudiosos o precursor da reforma Protestante.


Em suas obras ela se posicionava claramente contra alguns preceitos e dogmas da religião católica, e a postura hierárquica dentro da igreja.


(...) Na obra "On Divine Dominion” e em 1376 “On civil dominion”, ele declarava que todos somos “inquilinos” de Deus, e que todo o poder e domínio pertencia a Ele, que por hora o cedia a alguns homens, hora justos, hora injustos.
 Porém afirmava que aos injustos não deveria pertencer o poder, seja civil, seja eclesiástico.


Mediante todo o trabalho que desempenhava, desde a época que se torna doutor pela faculdade de Oxford, e com suas criticas maciças, perante a igreja, ele acabou tornando-se uma PERSONA NON GRATA, perante Roma e sendo ex-comungado.


(...) Roma com isso expediu várias bulas papais em 1377 ordenando o silenciar destes ensinamentos.
Como resposta, Wycliffe aprofundou suas críticas à organização e aos ensinos da Igreja Romana. Abaixo os principais ensinamentos de João:


• Rejeição aos dogmas centrais do catolicismo que não estivessem explícitos na Bíblia, pois para ele, ela deveria ser à base de todo ensinamento;
• Condenou a ideia da transubstanciação;
• Negou o poder sacramental do sacerdócio, afirmando que cada homem possui direito e deve ter relações diretas com Deus;
• Negou a eficácia da missa, afirmando que a estrutura sacramental da igreja impedia a verdadeira adoração;
• Negou a Confissão auricular e a Veneração de Imagens;
• Negou o purgatório e o celibato clerical;
• Iniciou, ainda em vida, uma tradução da Bíblia para o inglês, que foi concluída por seus discípulos após a morte;


Em 1381 ocorreu na Inglaterra uma revolta dos camponeses. A Igreja Romana, a fim de achar erro em João, acusou-o de contribuir para a revolta.


 Em 1382 foi morar em sua paróquia, em Lutter Worth, onde morreu em 1384.


(...)Os seguidores de Wycliffe foram chamados Lollardos. Por levar esta mensagem foram perseguidos e praticamente todos exterminados até o século XV.
Sua obra influenciou João Huss, e que criou uma corrente denominado Hussitas, e sua mensagem prevaleceu até a reforma luterana.
Diante dos fatos históricos acima, consideramos Wycliffe, deixamos evidenciados que  ele foi um dos precursores da Reforma Protestante, e vamos além, dando ele a devida importância como um desbravador de ideais religiosos, solidificando seu trabalho para que em séculos vindouros iria abrir caminhos para que MARTINHO LUTERO, trouxesse a lume a REFORMA PROTESTANTE, mesmo diante de tantos percalços .


Não poderemos deixar de citar que na história das religiões, vamos encontrar dois personagens importantes que receberam a influência  de sua  grande da obra, O Sr. Jerônimo de Praga, e J. Huss.


Este último acabou escrevendo suas teses embasadas nos ensinos filosóficos e teológicos de Wycliffe.


Joao Huss foi um seguidor de Wycliffe, buscou espelhar sua conduta e sua forma de ver as questões teológicas da época em que ele vivera.


(...) Embora a terra de Wycliffe ficasse longe da Boêmia, sua influência se espalhou depois que o rei Ricardo II da Inglaterra casou-se com Ana, irmã do rei da Boêmia.
Ana abriu caminho para que os habitantes da Boêmia fossem estudar na Inglaterra. Assim, os escritos reformistas de Wycliffe começaram, lentamente, a se espalhar pela Boêmia.
Os estudiosos da vida de Huss são categóricos em afirmar que toda sua obra teve como base nos materiais deixados por  Wycliffe (1333-1384).


O objetivo desta postagem,é mostrar um pouco da vida de Wycliffe, e dar todo crédito  que ele merece, como precursor da reforma protestante, pois acreditamos que tais fatos históricos são de conhecimento de uma minoria.


Não temos a intenção de desmerecer o trabalho de J Huss, mas mostrar que ele é um discípulo de Wycliffe, deixando evidente que ele tem como herança teológica , filosófica, cultura e espiritual das obras de seu Mestre Wycliffe.


A partir desta postagem daremos segmentos a estudos históricos e religiosos, acerca das mudanças do Cristianismo, até os fatos culminaram na REFORMA PROTESTANTE.
Convidamos ao fiel leitor para que acompanhe nossos artigos, que tem como objetivo elucidar  muitos fatos acerca do tema REFORMA PROTESTANTE.


LUCIANO DUDU

Fonte: A caminho da Luz - Emmanuel/ F. C. Xavier - FEB
Artigo: Concílios Ecmênios Medievais - José Rivair Macedo
Artigo : O cristão e a universalidade-Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Imagem: Google








terça-feira, 3 de janeiro de 2012

INQUISIÇÃO – A SANTA GRELHA DE NOSSAS FALTAS







 Caro Amigo Leitor, é com muita satisfação que iniciamos este ano de 2012, com novas postagens em nosso blog CONTADOR DE HISTORIA, com um marco importante.
Tivemos a honra de ser agraciado com a presença da celebre escritora Flávia Neves, que nos trouxe com exclusividade um artigo marcante.
A escritora é detentora de um grande conhecimento da história da humanidade e da ciência das religiões.
Aproveitamos o ensejo para apresentar está escritora, inovadora, inteligente, com um senso crítico aguçado e muito racional.
Traremos a lume alguns fatos de sua biografia:

"A autora possui um gosto nato pela História e Ciências da Religião se enveredando por análise da historicidade humana, através do conhecimento do passado antigo das civilizações e de seus efeitos, busca nos mitos, místicos e humanos, as características das personalidades atemporais que fizeram, a cada um, a seu modo, diferenças no mundo que continuam ecoando até nós". Fonte retirada de seu site
Ela é Escritora de um romance histórico muito interessante e que eu recomendo a leitura de nome EXPURGO.

Fiquem agora com o brilhante artigo da escritora, que aborda sobre a Inquisição.
A cada instante ela nos convida a reflexão dos fatos acontecidos e deixa claro seu posicionamento diante do assunto de quem são as vitimas e quem são os algozes.
Boa leitura e reflexão 
Luciano Dudu.

Artigo escrito por Flávia Neves 
Escritora do livro Expurgo



Discorrer sobre as trevas que percorrem períodos históricos beira em muito ao exaustivo repeteco de personagens e datas. 
Procurando avolumar informações para melhor tratar a temática da Inquisição, esbarrei numa reca imensa de exposições pessoais a despeito DOS MALES DA INQUISIÇÃO, DA IRRACIONALIDADE DA IGREJA CATÓLICA, DA CRUEZA HUMANA DE CIDADÃOS COMUNS EM SE APONTAR SEMELHANTES USANDO DO "PSEUDO SANTO OFÍCIO" PARA LIVRAREM-SE OU SIMPLESMENTE SE VINGAREM DE DESAFETOS, LI SOBRE A COAÇÃO DE PADRES À MULHERES, AFIM DE BARGANHAREM A SALVAÇÃO DO CORPO E DA ALMA EM TROCA DE ATOS LIBIDINOSOS, EU LI SOBRE A DEVASSIDÃO, SOBRE AS VARIADAS E MIRABOLANTES FORMAS DE TORTURA, E O GENOCÍDIO QUE ENEGRECEU O MUNDO OCIDENTAL NO PERÍODO DE DURABILIDADE DE TAL SANDICE, E O QUANTO ESSE COMPORTAMENTO, COMPLETAMENTE ANTI-CRISTÃO PORTANTO FOI LITERALMENTE PERMITIDO, INSTRUMENTO QUE ERA NÃO APENAS DOS PARTÍCIPES DA IGREJA, MAS, DAS COMUNIDADES, QUANDO NO INTERESSE DE DEFENDEREM OU ALCANÇAREM OBJETIVOS ESCUSOS. 
Analisemos por partes. 
O que foi a Inquisição? 
Não, ela não foi "uma invenção católica para se reprimir deuses pagãos, ou a deusa mãe, a fim de estabelecer o controle da fé cristã. Foi não.
 A Inquisição foi a maneira CONVENCIONAL HUMANA DE SE IMPOR PRETENSAS IDEOLOGIAS às massas. 
Jesus Cristo foi uma inovação em seu tempo; resultado: MARTÍRIO E CRUZ NELE! Os primeiros cristãos representavam ameaça aos dominantes do mundo (romanos), arena de leões famintos e demais torpores a ELES(legalmente endossados pelo Estado, e aplaudido pelos sacerdotes das divindades de outrora). 
Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano o pau comeu também! A moeda trocou de mãos, mas, o valor, digo, a desvalorização da vida humana perpetuou-se; houve, é fato, a inversão de poder, porém, com o mesmo mal uso pelas autoridades de então, e a inconsequência do atentado à liberdade de crença de cada qual a longo prazo. 
As razões da Inquisição? Cristianizar? Sabemos que, se a princípio deva ter sido a estúpida maneira encontrada pelos representantes da cristandade para divulgar o credo cristão, a verdade é que não passou de uma coação torpe que, naturalmente, como qualquer semente ruim, não haveria de dar bons frutos; o que prosperou da Inquisição foi única e exclusivamente o reconhecimento emérito e indiscutível da capacitação do homem para avacalhar consigo mesmo enquanto espécie, inda que para tanto, levianamente escorado nas divindades, naquilo que nos é sagrado; nada mais.
A Igreja Católica não presta, é podre em razão disso? Façam-nos o favor de não macularem nosso raciocínio! Digo isso por ter lido muito sobre a Inquisição em textos explicitamente desmoralizantes à Igreja Católica, voltados à "conversão" ao "verdadeiro cristianismo"...
Observemos aí o repeteco grotesco da coisa toda! Daqui a pouco haverão "batinas surradas, católicos enforcados em terços e rosários e jogados em micro-ondas"! 
Não é por aí; instituir a recriminação, o jugo, a intolerância, e a indisposição em se aceitar o vertente de pensamento do outro, não jogará água nas fogueiras das quais não restam quiçá cinzas! Oxalá tivessem os mártires da inquisição conseguido levar para o fogo justamente a causa una das torturas por eles sofridas! 
Destroçaram tantos corpos, vidas e destinos...E não conseguiram inda assim sensibilizarem o espírito coletivo...Mea culpa, tua culpa, nossa máxima culpa!
É possível que nós cristãos, UNIFICADOS NUM SÓ SENHOR, independente da maneira de serví-lo, quem sabe seja possível a nós, cristãos de hoje, espíritos já escolados e esfolados, erguer uma imensa grelha para incinerar nossa própria ignorância, nossa imaturidade e a prepotência de nos considerarmos conclaves de uma verdade que só a D'us pertence!?! 
Afinal nada há que seja 100% positivo ou negativo; nada há no mundo, se bem analisarmos nossa trajetória, nada há que não tenha sido consequência dos atos que, se não praticamos, deixamos que fossem praticados contra nossos semelhantes.
Não há o que se falar sobre a inquisição que já não esteja enfarosamente exposto..
Tenhamos sim, respeito para com as vítimas e, uma mega misericórdia com os que, voluntária, consciente ou inconscientemente, dela participaram na malfadada condição de algozes.
 Há filmes diversos, documentários, há compêndios públicos que identificam as encenações dantescas, de se aguçar a inveja dos produtores, diretores e atores de filmes atualíssimos tais como "JOGOS MORTAIS, dentre outros", sem que eu precise transcorrer sobre cada uma e, a verdade é que vez ou outra precisamos nos chocar com nosso passado para quem sabe, aspirarmos e trabalharmos em prol de um futuro que enfim se mostre, de fato e com razão, mais esclarecido, evoluído e digno dos verdadeiros, dos autênticos seguidores dos preceitos divinos, norteados, a mim e meus fraternos em crença, pela sabedoria atemporal e incorruptível de NOSSO BEM AMADO MESTRE, JESUS, O CRISTO!


Visite o site : www.escritoraflavianeves.com.br.
Imagem: cedida por Flávia Neves



segunda-feira, 14 de março de 2011

O FILÓSOFO SÊNECA




Lúcio Aneu Sêneca , Corduba, 4 a.C. — Roma, 65 d.C.) foi um dos mais célebres escritores e intelectuais Império Romano. Conhecido também como Séneca (ou Sêneca), o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.

Oriundo de família ilustre, era o segundo filho de Hélvia e de Marco Aneu Sêneca (Séneca, o Velho). O pai era um orador eloquente e muito abastado. O irmão mais velho de Lúcio chamava-se Gálio e era procônsul Aquéia, onde em 53 d.C. se encontrou com o apóstolo Paulo. Séneca, o Jovem, foi tio do poeta Lucano.

Ainda criança (tres anos), foi enviado a Roma para estudar oratória e filosofia. Com a saúde abalada pelo rigor dos estudos, passou uma temporada no Egito para se recuperar e regressou a Roma por volta do ano 31 da era cristã. Nessa ocasião, iniciou carreira como orador e advogado e logo chegou ao Senado.

Em 41 envolveu-se num processo por causa de uma ligação com Júlia Livila, sobrinha do imperador Cláudio, que o desterrou.

No exílio, Séneca dedicou-se aos estudos e redigiu vários de seus principais tratados filosóficos, entre os três intitulados Consolationes ("Consolos"), em que expõe os ideais estóicos clássicos de renúncia aos bens materiais e busca da tranqüilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação.
Por influência de Agripina a jovem, sobrinha do imperador e uma das mulheres com quem este se casou, Sêneca retornou a Roma em 49.

Agripina tornou-o preceptor de seu filho, o jovem Nero, e elevou-o a pretor em 50. 
Seneca contraiu matrimônio com Pompéia Paulina e organizou um poderoso grupo de amigos.
Logo após a morte de Cláudio, ocorrida em 54, o escritor vingou-se com um escrito que foi considerado obra-prima das sátiras romanas, Apocolocyntosis divi Claudii ("Transformação em abóbora do divino Cláudio").

Nessa obra, Séneca critica o autoritarismo do imperador e narra como ele é recusado pelos deuses.

Quando Nero aos dezessete anos tornou-se imperador, Sêneca continuou a seu lado, não mais como pedagogo, converteu-se em seu principal conselheiro ajudado por Afrânio Burro, prefeito do Pretório.

Procurou orientá-lo para uma política justa e humanitária. Se durante os primeiros sete anos, o governo de Nero lembra o de Augusto, o mérito exclusivo é desses dois homens que na realidade governaram ao lado do jovem príncipe.
A índole de Nero foi mitigada, corrigida, freada; mais tarde a malvadez teve o predomínio.

Séneca durante algum tempo, exerceu influência benéfica sobre o jovem, mas aos poucos foi forçado a adotar atitudes de complacência.
Chegou mesmo a redigir uma carta ao Senado na qual se alega que tentava justificar a execução de Agripina em 59.

Séneca sabia que a maior culpa foi da própria Agripina, que pretendia imperar e se tornara hostil por ambição, capricho, corrupção; sua raiva crescente só fez aumentar a louca vingança matricida de Nero que não dá mais ouvidos às palavras severas de seus dois conselheiros.
 
Séneca foi então muito criticado pela fraca oposição à tirania e à acumulação de riquezas, incompatíveis com as concepções estóicas.
Conforme concluiu o emérito professor Giulio Davide Leoni, o destino foi em parte malvado para com Sêneca, fez chegar até nós acusações e perderam-se as defesas.
Da leitura atenta de suas páginas, do modo como aceitou e caminhou para a morte, como Sócrates, faz surgir um juízo sincero que as reticências dos historiadores e estudiosos, muitas vezes, acabam por ofuscar.

Em “De Beneficiis” ( II,18) Séneca lembra que: “Às vezes , mesmo contra a nossa vontade devemos aceitar um benefício: quando é dado por um tirano cruel e iracundo, que reputaria injuria que tu desdenhasses seu presente. 
Não deverei aceitar?” Assim, mais importante do que saber que Séneca era rico, é saber se ele era hávido de riquezas, se viveu no fausto e na opulência.
Conforme suas “ Epistula e Morales ad Lucilium, 18 , seu pensamento era este: é lícito ser rico, contudo é preciso viver de tal modo que se possa em cada contingencia bastar a si próprio e renunciar a qualquer bem que a sorte pode dar, mas também tirar.
Rico, Séneca viveu com um certo conforto, mas conforme acreditava e pregava, sempre de maneira modesta.
Tem razão o professor G.D. Leoni, da "Sedes Sapientiae", quando afirma no seu estudo introdutivo ao volume XLIV da Biblioteca Clássica da Atena Editora, São Paulo,1957, que, sem dúvida, a posteridade foi injusta, recolhendo contra esse homem somente as invejosas acusações dos seus inimigos. 
 
Mas a perfeita intuição dos poetas define aquilo que os críticos se esforçam por esclarecer mas amiúde ofuscam. Dante, no limbo, vê entre os sumos escritores e heróis antigos --- Sócrates, Platão,Demócrito, Diógenes, Anaxágora, Tales, Empédocles, Heráclito, Zenão, Dioscórides, Orfeu, Cícero, Lino e " Séneca morale".

Séneca diferente de um filósofo é um entusiasta da filosofia, estudioso apaixonado, informado de todas as correntes filosóficas do seu tempo, mas contrário a encerrar-se em qualquer sistema ou fórmula. Nele a filosofia era viva, era a própria vida.
 
"A prosa adere ao pensamento, uniformiza-se adapta-se a ele; e muitas vezes um subentendido produz um jogo de luzes e sombras cheios de profunda beleza, amiúde a frase breve produz inesperadas imagens pictóricas,outras vezes antíteses, ou as anedotas enriquecem as sentenças austeras, a argúcia atenua a trágica solenidade do assunto".

Poeta, humanista, mais que filósofo, o elemento preponderante em suas obras são os sentimentos, mais do que as idéias, com as quais, na origem, pouco contribuiu. Entretanto, na história do pensamento, nunca, ninguém foi tão compenetrado do sentimento da nobreza do espírito humano, e soube tão bem e poderosamente transmitir esse sentimento em palavras.
 
" Sua prosa é vivaz, variada, alegre, moderna, eterna; como quando procura mostrar como as desventuras pelas quais passam os bons, devem ser encaradas como provas para melhor evidenciar suas virtudes, ajudar o próximo: " Os deuses põem à prova a virtude e exercitam a força de espírito dos bons, que devem seguir seu destino preestabelecido: o sábio por isso nunca será infeliz."

Séneca retirou-se da vida pública em 62. Entre seus últimos textos estão a compilação científica Naturales quaestiones ("Problemas naturais"), os tratados De tranquillitate animi (Sobre a tranqüilidade da alma), De vita beata (Sobre a vida beata) e, talvez sua obra mais profunda, as Epistolae morales dirigidas a Lucílio, em que reúne conselhos estóicos e elementos epicuristas na pregação de uma fraternidade universal mais tarde considerada próxima ao cristianismo. 
 

No ano 65 d.C., Séneca foi acusado de ter participado na conspiração de Pisão, na qual o assassínio de Nero teria sido planejado.
Sem qualquer julgamento, foi obrigado a cometer o suicídio. Na presença dos seus amigos cortou os pulsos, com o ânimo sereno que defendia em sua filosofia.

Tácito relatou a morte de Séneca e da mulher, que também cortou os pulsos. Nero, com medo da repercussão negativa dessa dupla morte, mandou que médicos a tratassem, e ela sobreviveu ao marido alguns anos .

Apesar de ter sido contemporâneo de Cristo, Séneca não fez quaisquer relatos significativos de fenómenos milagrosos que aparentemente anunciavam o despoletar de uma poderosa nova religião; entretanto, há indícios de uma possível troca de correspondências com Paulo de Tarso (apóstolo, com cidadania romana, também conhecido por Saulo).

Constata-se que os cristãos, por intermédio de Lúcio Aneu Sêneca, assimilaram os princípios estóicos, utilizando inclusive as mesmas metáforas estóicas na Bíblia.

Um facto tanto mais curioso quanto a Séneca, como filósofo, ter-se-á interessado por todos os fenómenos da natureza, resultando nas cartas intituladas posteriormente Questões da natureza, como observou Edward Gibbon, historiador representativo do Iluminismo doséculo XVIII, perito na história do Império Romano e autor do aclamado livro História do Declínio e Queda do Império Romano, uma referência ainda hoje.

Séneca ocupava-se da forma correcta de viver a vida, ou seja, da ética, fisica e da lógica. Via o sereno estoicismo como a maior virtude, o que lhe permitiu praticar a imperturbabilidade da alma, denominada ataraxia (termo utilizado a primeira vez por Demócrito em 400 a.C.).

Juntamente com Marco Aurélio e Cícero, conta-se entre os mais importantes representantes da intelectualidade romana.
Séneca via no cumprimento do dever um serviço à humanidade. Procurava aplicar a sua filosofia à prática.
Deste modo, apesar de ser rico, vivia modestamente: bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro.

Séneca não viu nenhuma contradição entre a sua filosofia, estóica, e a sua riqueza material: dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta.
No entanto, devia ser capaz de abdicar dele.

Séneca via-se como um sábio imperfeito: "Eu elogio a vida, não a que levo, mas aquela que sei dever ser vivida." Os afectos (como relutância, vontade, cobiça, receio) devem ser ultrapassados. O objectivo não é a perda de sentimentos, mas a superação dos afectos. Os bens podem ser adquiridos, à condição de não deixarmos que se estabeleça uma dependência deles.
Para Séneca, o destino é uma realidade.

O homem pode apenas aceitá-lo ou rejeitá-lo. Se o aceitar de livre vontade, goza de liberdade. A morte é um dado natural. O suicídio não é categoricamente excluído por Séneca.

Séneca influenciaria profundamente o pensamento de João Calvino. O primeiro livro de Calvino foi um comentário ao De Clementia, de Séneca.

Ao se analisarem os escritos de Seneca, é possível perceber a forma pela qual alcançou o conhecimento e desenvolvimento da ideia de fluxo de energia, que advém, segundo ele, de algum princípio ativo (termo utilizado em seu livro Questões naturais), o qual sujeita a regra geral: Causa e Efeito, ou Ação e Reação, de tal forma que sugeria em uma de suas cartas a Lucílio, que só tem domínio de si aquele que não faz de seu corpo um peregrinador por outros corpos.

Séneca destacou-se como estilista literário. Numa prosa coloquial, seus trabalhos exemplificam a maneira de escrever retórica, declamatória, com frases curtas, conclusões epigramáticas e emprego de metáforas.

A ironia é a arma que emprega com maestria, principalmente nas tragédias que escreveu, as únicas do gênero na literatura da antiga Roma. Versões retóricas de peças gregas, elas substituem o elemento dramático por efeitos brutais, como assassinatos em cena, espectro

Fonte : Material extraído da maior enciclopédia virtual Wikipedia.org.
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9neca

Imagem: Google

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

JOHANN SEBASTIAN BACH E GEORGE F. HANDEL



1678
                                                J.S.BACH

No mesmo ano, nasceram dois compositores alemães, em locais distintos, pouco mais de cem quilômetros distantes um do outro. Embora nunca tenham se encontrado pessoalmente, ambos criaram obras-primas da música que estão entre as maiores que a igreja já conheceu. 

Ninguém ficaria surpreso com o fato de o outro membro da família Bach, que nascera em Eisenach, algum dia, tornar-se compositor, pois havia muitos músicos na família Bach. Em 1703, depois de receber educação musical de seu pai e de seu irmão, aos dezoito anos o jovem Johann Sebastian Bach tornou-se violinista na orquestra da capela real de Weimar, mas logo deixou a posição para assumir o cargo de organista da igreja. Foi então que se casou com uma prima, Maria Bárbara, cantora muito talentosa. Eles tiveram sete filhos, e, depois que ela morreu, ele se casou de novo, dessa vez com Anna Magdalena Wülken. Quatro dos filhos de Bach se tornariam compositores de destaque. 

Bach produziu um número impressionante de composições. Enquanto cuidava de seus vinte filhos, também compunha, tocava e ensinava música. Para Bach, compor canta-tas e outras músicas específicas para o culto era a "atividade de um dia normal de trabalho", pois tal posição envolvia a produção musical. Ele produziu 198 cantatas, bem como música secular. Entre suas obras mais conhecidas, podemos destacar a Paixão segundo são Mateus, os Concertos de Brandemburgo, o Oratório de Natal e O cravo bem temperado. 

Bach era um luterano extremamente devoto e em todas as suas obras — seculares ou sacras — colocava frases como "Para o louvor do Todo-Pode-roso" ou "Glória somente a Deus" [esta representada pela sigla sdg, do latim Soli Deo Gloria], O músico era também bastante temperamental, o que lhe causava problemas, com muita freqüência, com seus empregadores. Ele também se considerava altamente capaz. 

Bach viveu em várias partes da Alemanha. Contudo, somente no século XIX, quando Félix Mendelssohn o redescobriu e popularizou suas obras, é que Bach alcançou grande fama em outras partes do mundo. 
                                                 HANDEL

Handel era, em muitos aspectos, bastante semelhante a seu contemporâneo, embora, em outros aspectos, fosse muito diferente dele. Ele veio da cidade de Halle, onde seu pai era barbeiro. Quando o pai proibiu George de estudar música, a lenda diz que, à noite, ele se esgueirava até o sótão para praticar o cravo. Embora o pai de Handel quisesse que ele se tornasse advogado, acabou, por fim, permitindo que o filho estudasse com o organista local. A corte de Berlim se propôs a dar a George uma educação musical mais profunda; seu pai, porém, se recusou, mas, no final, não pôde mais impedir seu filho. Depois de um ano de estudo em Direito, George desistiu das leis e se tornou violinista da orquestra da corte. Ele também começou a escrever óperas em italiano. 

Como Bach, Handel foi um compositor prolífico, mas seus primeiros trabalhos musicais eram seculares. Os oratórios sacros não foram seu principal interesse, que era voltado principalmente para a ópera e as obras instrumentais. Para deixar as companhias de ópera felizes, ele precisava continuar fornecendo-lhes material. O público queria um novo entretenimento a cada temporada, e o bem-sucedido compositor tinha, continuamente, de se submeter a esse capricho deles. 

De que maneira aquele instrumentista amante da ópera conseguiu escrever a obra Messias? Convidado a escrever uma obra em Londres, o compositor alemão decidiu permanecer lá. A ópera italiana começava a declinar. As companhias de ópera o estavam irritando, e logo Handel começou a escrever oratórios: Messias, apresentado pela primeira vez em 1742, em Dublin; Israel no Egito; Débora; Saul; Judas Macabeu; Salomão; Sansão e outros. 

Quando o governador do Estado alemão de Hanover se tornou o príncipe da Inglaterra, essa situação causou certo embaraço para Handel. 

Como poderia ele explicar a seu velho empregador as razões de ter partido para uma terra estranha? A lenda diz que Handel escreveu a peça Música aquática para aplacar a ira do rei. Foi uma manobra bem-sucedida. Handel veio de um lar pietista alemão, que passou a ele a importância de um viver cristão prático, assim como de uma fé viva. Muitas das pessoas que já ouviram o oratório Messias experimentaram essa fé.



Fonte: 1991, de de Christian History Institute,Título do original · The 100 most important events in Christian history, edição publicada pela Fleming Η. Revell, um selo da Baker Book House Company
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REMBRANDT E SUA OBRA MAIS FAMOSA


1662 D.C.

Rembrandt pinta O retorno do filho pródigo



A irretocável arte de O retorno do filho pródigo foi criada por um homem que sabia o que era ser pródigo e que mostrou pela sua arte quão profundamente o mundo precisava de salvação. Rembrandt Harmenszoon van Rijn tornou-se o maior pintor protestante, uma pessoa na qual a fé e a arte estavam perfeitamente combinadas.

Ele nasceu em uma família reformada, profundamente piedosa. Embora seus pais quisessem que se tornasse um estudioso, era bastante evidente que ele tinha uma inclinação natural pela arte. Seguindo o costume daqueles dias, Rembrandt passou a seguir artistas famosos e a aprendeu a pintar histórias bíblicas e acontecimentos de histórias referentes à mitologia grega e romana.

Porém, a arte que desenvolveu como estilo pessoal era muito diferente. Outros protestantes confinavam suas pinturas religiosas a quadros que relatavam a Bíblia, e os artistas católicos retratavam os santos. Rembrandt, porém, fazia de cada uma de suas pinturas uma declaração de fé. Ao passo que os protestantes afirmavam que somente a Bíblia era a norma para a religiosidade do homem, Rembrandt mostrou que as Escrituras poderiam também ser o padrão para a arte religiosa.

Nos dias de Rembrandt, as pessoas retratadas nas pinturas bíblicas se pareciam com super-heróis, pouco distintas dos deuses e semideuses retratados nas pinturas mitológicas. Isso não acontecia com os quadros de Rembrandt. Ele mostrava a humanidade como ela realmente era: cheia de cicatrizes, pecaminosa e carecendo de redenção. Homens e mulheres reais povoam sua obra, desde sua esposa e filho até mesmo as pessoas das ruas. Rembrandt tomou como base para um tocante retrato de um rei de Israel um mendigo de aspecto deplorável, que ele vestira com um turbante. Um judeu idoso e simples se transformou em um retrato do apóstolo Paulo.

Rembrandt também usou a si mesmo como modelo. Na obra O levantar da cruz, que retrata a pecaminosidade do homem, o pintor é um personagem que ajuda a crucificar a Cristo. Embora tenha criado o retrato, o artista não pôde fugir da necessidade de salvação pessoal.

A técnica do claro-escuro — na qual um fundo escuro contrasta grandemente com a luz brilhante sobre os personagens — é marca registrada da obra de Rembrandt. A profundidade da escuridão física muitas vezes mostra com clareza a luz espiritual interior nos personagens que retratava.

Contudo, o objetivo principal de Rembrandt não era evangelizar. Vivia da venda de suas obras e fez tanto trabalhos espirituais quanto seculares. Entretanto, até mesmo aquelas peças que não tinham o objetivo de retratar uma cena religiosa carregavam dentro de si o sentido da perspectiva que o artista tinha sobre o mundo e sobre a humanidade. Ele via a beleza da criação de Deus na natureza, percebendo tanto a beleza quanto o pecado nas faces humanas diante dele.

A despeito da aparente firmeza de convicções cristãs de suas obras, Rembrandt não teve uma vida tão impecável. Ele se casou com Saskia, mulher jovem e rica que morreu em 1642. Seu testamento afirmava que, se Rembrandt se casasse novamente, todas as suas posses seriam entregues ao filho deles, Tito. Cercado de problemas financeiros, o artista certamente percebeu que não poderia abdicar do dinheiro dela. É por isso que ele manteve Hendrickje, sua empregada, como uma espécie de concubina.

Rembrandt presenteou diversas gerações com uma pintura protestante bastante singular do mundo de Deus. Calvino afirmou: "Somente devemos pintar o que os olhos são capazes de ver". Os olhos de Rembrandt criaram retratos que comunicavam a verdade. O retorno do filho pródigo mostra a humanidade de Rembrandt, seu amor por detalhes e a aguçada percepção do coração humano. O pai perdoador, o filho penitente e o irmão mais velho, vestidos em roupas do século XVII, encaixam-se perfeitamente na parábola de Jesus. Ele nos faz lembrar a infinitude e a atemporalidade das Escrituras.
Fonte: 1991, de de Christian History Institute,Título do original · The 100 most important events in Christian history, edição publicada pela Fleming Η. Revell, um selo da Baker Book House Company
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MICHELANGELO E A CÚPULA DA CAPELA SISTINA



1512 D.C.



Quando olhamos para a cúpula da Capela Sistina, imagens humanas maiores do que o tamanho real parecem se projetar para baixo, trazendo à vida, de maneira brilhante, nove cenas do livro do Gênesis, sete profetas hebreus e cinco sibilas, profetisas pagas que supostamente predisseram a vinda do Messias. Logo no primeiro vislumbre dessa obra, é possível verificar que ela é totalmente diferente da arte do mundo medieval.

A arte espiritual, mas, muitas vezes, estilizada e irreal da Idade Média, cedeu sua vez a um novo realismo que fazia maior uso da perspectiva e do conhecimento da anatomia.

A nova arte, no entanto, refletia mudanças mais profundas do pensamento, que alteraram permanentemente o mundo cristão.


O Renascimento começou a ganhar espaço na Europa durante os séculos XV e XVI. O poeta cristão Petrarca descobrira antigos manuscritos latinos e popularizou o estudo deles. A partir disso, surgiu o humanismo, que buscava estudar os clássicos e aplicar seus princípios à vida. De maneira lenta, mas veemente, começou a ser dada maior ênfase ao homem, à sua habilidade de pensar e às suas ações. Embora o cristianismo ainda exercesse grande impacto sobre o pensamento humano, o mundo foi vagarosamente se distanciando do modo de vida centrado na igreja.

Como muitas figuras proeminentes do Renascimento, Michelangelo Buonarroti amealhou conhecimento diversificado. Escreveu maravilhosos poemas e se tornou um artista, escritor e arquiteto talentoso. Sob o patrocínio dos papas Júlio II, Leão X, Clemente VII e Paulo III, criou pinturas e esculturas magníficas, que refletiam o espírito de sua era.

Sob Júlio o, Michelangelo aceitou o projeto de pintar a cúpula de uma das capelas particulares do papa, a Capela Sistina. De 1508 a 1512, ele criou os magníficos aíreseos de homens e mulheres de carne e osso, que pareciam ser capazes de assumir vida por iniciativa própria. O realismo com que retratava as histórias bíblicas é estranho à arte medieval. A despeito dos temas espirituais, essas pessoas pareciam mais deste mundo do que do mundo espiritual.

Em 1534, Michelangelo voltaria à Capela Sistina para pintar a parede do altar. O Juízo Universal retrata um Cristo vigoroso. Há grandes figuras dos salvos, que se levantam, e dos que estão destinados à queda, que se mostram tristes por serem incapazes de alterar seu fim. Quando o papa Paulo III viu a obra pela primeira vez, orou, atordoado: "Senhor, não imputes a mim o meu pecado quando chegar o Dia do Juízo".

Embora provavelmente seja mais conhecido por suas pinturas, Michelangelo não se considerava, fundamentalmente, um pintor. Seu primeiro amor era a escultura, na qual ele se sobressaiu, como podemos observar por sua magnífica estátua do jovem Davi; pela delicada Pietá, que retrata Maria com o filho sacrificado; e pelo justo e irado Moisés.

A medida que o homem se tornava cada vez mais o padrão de todas as coisas e do mesmo modo que a Reforma desafiava a autoridade da Igreja Católica, a influência do humanismo aumentava. Contudo, ele começou com os cristãos, e a maior parte dos humanistas permaneceu na fé. 
Fonte: 1991, de de Christian History Institute,Título do original · The 100 most important events in Christian history, edição publicada pela Fleming Η. Revell, um selo da Baker Book House Company
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O REFORMADOR SAVONAROLA É EXECUTADO

                                                                 Execução de Savonarola

No final do século XV, o Renascimento desabrochava em Florença. O governador daquela república, Lorenzo de Medici, um tirano, tornara-se patrono das artes e trouxera muitos grandes homens para elevar a cultura de sua cidade. Contudo, enquanto a arte e a literatura vicejavam em Florença, o mesmo acontecia com a corrupção e a ganância. O governo Medici levara a cidade à vida centrada em si mesma e em volta de sua riqueza. A igreja também sofreu essa influência, de modo que o voto de pobreza tinha pouco significado nos mosteiros florentinos.

Girolamo Savonarola, monge dominicano zeloso e piedoso que levava a sério a tradição de pregação de sua ordem, chegou a essa cidade mundana. Embora ele falasse de maneira dura contra o pecado, profetizando a queda dessa cidade que se dizia cristã, mas que se importava apenas com sua pompa, o monge caiu nas graças dos florentinos. Multidões se formavam para ouvir suas palavras.

Em 1494, quando a França atacou a cidade, o povo de Florença perdeu a confiança nos Médicis e os derrotou numa revolução popular. Savonarola tornou-se o novo governante, e uma maravilhosa mudança aconteceu naquela localidade. As pessoas abandonaram os sinais de seu estilo de vida frivolo, incluindo suas roupas finas e o jogo. Banqueiros e comerciantes devolveram o que haviam tirado das pessoas de maneira ilícita. Homens de boas famílias tornaram-se monges.

Savonarola, no entanto, atacava o papa, como o restante do clero mundano. O papa Alexandre VI, de forma escandalosa e infame, era pai de um grande número de filhos ilegítimos. Em 1495, cansado dos ataques de Savonarola, o papa ordenou que o dominicano parasse com suas pregações.

Savonarola obedeceu e passou a se dedicar ao estudo. Um ano depois, aparentemente acreditando que humilhara o monge, Alexandre permitiu que ele voltasse a pregar novamente. Não demorou muito para que o monge voltasse a atacar, de forma veemente, a corrupção da igreja.

Em 1497, o papa excomungou Savonarola, mas o povo de Florença apoiou o monge. Um ano depois, o papa ameaçou a cidade com o interdito, a não ser que ela lhe enviasse Savonarola. Apesar dos apelos de Savonarola a vários líderes de outras nações, pedindo que convocassem um concilio para depor o papa, nada aconteceu.

Os habitantes de Florença experimentaram uma conversão apenas superficial, pois, quando nenhuma ajuda chegou, eles se voltaram contra seu líder. O governo da cidade caiu nas mãos de um partido hostil e eles entregaram Savonarola a dois embaixadores do papa, que tinham instruções para certificar se de que o monge rebelde seria executado. Savonarola e dois de seus seguidores foram queimados na grande praça da cidade.

Embora muitos protestantes saúdem Savonarola como um deles, seu pensamento era, na verdade, católico. Contudo, como muitos antes dele, Savonarola tinha o grande desejo de ver as pessoas vivendo da maneira como os que Cristo chamara deviam viver. A sociedade mundana e rica à qual ele se opôs não podia tolerai- sua condenação.

Frei Bartolomeo, retrato de Savonarola, 1498

Fonte: 1991, de de Christian History Institute,Título do original · The 100 most important events in Christian history, edição publicada pela Fleming Η. Revell, um selo da Baker Book House Company
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